Seja em qualquer canto da cidade. Prédios públicos ou privados, longe ou perto das áreas de segurança, locais de fácil ou difícil acesso, as pichações tomaram Londrina de assalto e continuam deixando muita gente de cabelo em pé. Quem já foi "visitado" pela turma do spray, lamenta o vandalismo. Quem ainda não foi prejudicado por eles, admite o medo dos pichadores de plantão.
"Moro no Jardim Esperança, Zona Sul, e minha casa só não foi rabiscada porque há grade em volta do terreno. Acho isso ridículo. É um monte de rabisco. Se eu presenciar alguém pichando eu denuncio sim", afirma o Gilberto Donizete Zanutto.
No prédio comercial que o comerciante Júnior Tasca trabalha, na Avenida Inglaterra, os pichadores também marcaram presença. "Parece que eles (pichadores) estão marcando território. Só pode. Essas letras não possuem significado algum", avalia o comerciante.
Porém, para o secretário de Defesa Social de Londrina, coronel Rubens Guimarães, é justamente a falta de participação da população que colabora com o avanço dos pichadores. Em 2013, o município lançou a campanha "Pichação é crime!", organizada pelo Núcleo Permanente de Segurança Pública de Londrina. A Campanha contou com a participação da Secretaria de Defesa Social, por meio da Guarda Municipal, além das Polícias Civil e Militar.
O objetivo era estimular a participação popular no combate às ações dos vândalos. O que parece não ter ocorrido. Guimarães diz que a comunidade não tem participado.