Olhe, pare, escute. Esta é a recomendação feita aos pedestres no Conjunto Milton Gavetti, zona norte de Londrina. Mas não é por causa da presença do trem. Uma antiga linha férrea corta o bairro em duas partes. No local existe uma passarela de concreto, que deveria ser usada pela população (parte dela de crianças), para se deslocar de um lado a outro do bairro, a caminho da escola, da Unidade Básica de Saúde, da igreja e do terminal. No entanto, o matagal está muito alto e impede que as pessoas de usem a estrutura, que também é muito escura. As lâmpadas dos postes mais próximos estão queimadas.
Segundo os moradores, a passarela só é utilizada por usuários de drogas, pois vira um mocó durante a noite. A vegetação selvagem ajuda a esconder os viciados, além do lixo lugar. População pede socorro. "Um problema sério, por aqui passam muitas pessoas, a caminho da igreja, do posto de saúde, do terminal e da escola. Principalmente crianças, quando vão e retornam do colégio. Faz uns 10 anos que está sem lâmpadas nestes postes", comenta o aposentado Jovino Freitas, que mora em frente ao espaço.
Para a comunidade local, a limpeza deve ser feita pela empresa responsável pela manutenção da linha férrea. "Há muito mato perto da linha. A responsabilidade pelo corte e limpeza é da ALL (América Latina Logística). Já cobramos que a limpeza seja feita, mas ainda não fomos atendidos", afirmou o bombeiro Paulo César de Oliveira.
Para diminuir o avanço do matagal, algumas pessoas incendiaram parte do terreno. "Colocaram fogo recentemente aí para diminuir esse mato danado. Mas não adiantou muito. Além disso, por causa da escuridão, as pessoas deixaram de usar a passarela. Ninguém é maluco de passar por lá", conta o cobrador Ossimar Alves. "Não é só a falta de iluminação, o mato em volta pode esconder uma pessoa mal intencionada", alerta o cobrador.
De acordo com a assessoria de comunicação, uma equipe da Sercomtel Iluminação se deslocará até o local indicado pelo NOSSODIA, na próxima segunda-feira. Foi aberto um procolo (36.825) com a reivindicação repassada para a Sercomtel. Segundo a assessoria de comunicação, qualquer exigência por parte da comunidade pode ser feita no telefone 0800-4004343. Qualquer informação também pode ser enviada no WhatsApp: (43) 9995-4343. Recomenda-se que, além de informações, o morador mande também fotos do problema, para agilizar o atendimento. Durante o contato, o número do protocolo deve ser destacado, pois passa a servir de referência para a empresa paranaense de telecomunicações.
Já a América Latina Logística (ALL), responsável pela empresa de logística de base ferroviária, informa que realiza a limpeza e a roçagem em sua faixa de domínio de acordo com cronograma estabelecido. Além disso, atua ativamente para eliminar possíveis focos de proliferação de mosquitos. O entulho à margem da ferrovia é jogado pela própria população, e a companhia pede a colaboração da comunidade para que isso não ocorra. (P.M.)