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OCUPADA POR USUÁRIOS - Casa abandonada deixa vizinhança em pânico

12 set 2016 às 10:19


Há dois anos, depois da morte de cada um dos três moradores, de acordo com vizinhos, a casa passou a ser invadida por usuários de drogas e andarilhos. Até que, na tarde da última sexta, a residência de madeira foi parcialmente destruída após um incêndio. A velha residência está localizada na esquina das ruas Amapá e Amazonas, Vila Casoni, centro de Londrina. O terreno possui muito lixo, água parada e serve de esconderijo para infratores. O incidente pode ter sido provocado por algum invasor e os moradores do bairro cobram uma atitude do município, antes que o local seja novamente usado por estranhos e um novo incêndio destrua outros imóveis e leve ainda mais perigo para a população.
"Nesta casa moravam três pessoas. Dona Benedita, o senhor Agenor e o filho do casal. Agenor morreu há décadas, já sua mulher e o filho, que era solteiro, morreram há dois anos. Desde então a casa passou a ser invadida por usuários de drogas e moradores de rua. Durante a noite é um transtorno grande. Sexo, drogas e muita bagunça, pois virou um mocó. A sensação de insegurança se espalha por toda a vizinhança, uma das pessoas que mais sofrem é a minha mãe, Gilda Portelo Perez, de 80 anos, que vive sozinha ao lado", lamenta o auditor fiscal Henrique Perez. "Há muitas garrafas e outros recipientes com água parada aí, perfeito para o mosquito da dengue, que se desenvolve no meio desse lixo todo", observa ele.
Vivendo há 50 anos no bairro, dona Gilda vive praticamente presa na própria residência com medo dos vizinhos indesejados. "Tive que cercar minha casa com grades, telas e arame. Meu portão fica trancado 24 horas. Não durmo durante a noite por causa da bagunça nesta casa", desabafa a idosa, que teme que os frequentadores do espaço invadam também o seu imóvel. Na casa abandona há garrafas de bebidas alcoólicas, cigarros, roupas sujas, restos de alimentos. Os resíduos se misturam aos objetos queimados.

Ação judicial
"Meu medo é que algum desses usuários de drogas faça alguma coisa com minha mãe. Uma senhora indefesa, com seus 80 anos de idade. Esse problema se estende há dois anos, desde a morte da família. Imploramos diversas vezes, para inúmeros órgãos municipais. No entanto, até agora ninguém nos atendeu e acabou com este mocó. Acredito que a única saída seria a demolição do que sobrou da casa após o incêndio", reforça o auditor fiscal. "Não podemos esperar mais, algo muito grave pode acontecer. Vamos acionar o Ministério Público, para que entre com uma ação judicial e exija do poder municipal uma solução para este problema", assegura Henrique Perez. (P.M.)


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