Na última semana a Comissão de Direitos Humanos e Defesa da Cidadania, formada pelos vereadores Vilson Bittencourt (PSB), Estevão da Zona Sul (sem partido) e Valdir dos Metalúrgicos (SD), juntamente com o gerente regional da Caixa, Valdemir Martins, visitaram o residencial Allegro Villagio, na zona sul de Londrina, que completou neste mês de agosto um ano de obras paradas.
Em abril, a Comissão fez a sua primeira visita no local após receber denúncias de que o Allegro Villagio estaria sofrendo depredação. Com isso, os vereadores acionaram a Caixa para pedir a contratação de uma empresa de segurança, o que aconteceu em junho, mesmo mês em que o empreendimento foi retomado pela Caixa. "A visita foi para confirmar de que o serviço de proteção ao patrimônio estava sendo feito", declarou o presidente da Comissão, Vilson Bittencourt.
A preocupação, segundo ele, era de que o Allegro Villagio tomasse o mesmo caminho do Flores do Campo. "Já temos casos disso. Tudo bem, são apenas 144 apartamentos, enquanto o Flores têm mais de mil. Só que a preocupação de invasão é a mesma, principalmente porque a Cohab já sorteou as chaves para os proprietários, e eles não podem se mudar porque as obras não acabaram. A Caixa nos deu o prazo de dez meses para finalizar tudo", declarou Bittencourt.
Em novembro do ano passado, a Caixa já havia selecionado uma empresa para tentar retomar as obras, mas a mesma informou que não poderia assumir novos compromissos. O Edital de Chamamento Público foi refeito e agora cinco empresas manifestaram interesse em concluir a obra, que segundo a estatal está 70% concluída.
O NOSSODIA buscou contato com Valdemir Martins para confirmar as informações. No entanto, a assessoria respondeu que adotou a política de responder a imprensa através de notas. E o documento enviado até a reportagem informou que a licitação está "em fase de análise para avaliar a capacidade financeira", justamente para não acontecer o mesmo com a empresa que iniciou as obras, que alegou problemas financeiros para abandonar o serviço. "Havendo construtora que atenda às condições e possua capacidade financeira, a intenção é retomar a obra num prazo de até 90 dias", completou a nota. (Edson Neves/NOSSODIA)