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Obras na PR-445 estão paradas

12 jan 2015 às 08:09

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Inconformados com a paralisação na obra de duplicação da rodovia PR-445, no trecho entre o Conjunto Jamile Dequech (Zona Sul) e a Universidade Estadual de Londrina (UEL), moradores de bairros vizinhos organizaram um protesto na manhã de sábado, embaixo do viaduto inacabado na avenida 10 de Dezembro. Desde o fim do ano passado, a construtora Sanches Tripoloni – que não estaria recebendo os repasses mensais do governo estadual - mantém apenas dez trabalhadores no canteiro, basicamente para cuidar do maquinário e equipamentos.
A duplicação, prevista para o perímetro urbano da rodovia, foi iniciada em 2013 e a promessa era que estivesse concluída em outubro do ano passado. Mas até o fim de 2014, apenas dois dos três lotes foram abertos ao tráfego: da UEL até o trevo da empresa Sandoz, em Cambé. Os transtornos causados pelos bloqueios e desvios "chegaram ao limite", reclamam os moradores.
A dona de casa Liliana Lourenço Aristides, disse que "do jeito que está não dá mais". "A gente sabe da importância da obra, ficamos animados com o início e agora a situação é essa! Quando chove, tem lama escorrendo para os bairros, quando tem sol é poeira." Segundo a moradora, o que mais preocupa, porém, é a falta de segurança para a travessia das pistas.
Alguns integrantes do protesto tentaram abrir a travessia por baixo do viaduto e chegaram a remover uma manilha de concreto colocada pela construtora. "Um dos encaminhamentos da comunidade é procurar a Prefeitura e pedir apoio para pavimentar e sinalizar essa sequência da Via Expressa por baixo do viaduto, ligando os bairros dos dois lados", afirmou o vereador Roberto Fú (PDT), que mora na região.
A pintora Sônia Fagundes, moradora do Conjunto Saltinho, questionou também a qualidade da obra. "(O viaduto) Nem terminou e já tem rachaduras", apontando as fissuras na base da estrutura. Durante a última semana, por meio da assessoria, a Secretaria de Estado da Infraestrutura e Logística informou que o governo aguarda a liberação de R$ 110 milhões do Governo Federal para repassar à empreiteira responsável pela duplicação. Mas os moradores prometem mais protestos. (Edson Ferreira/Folha de Londrina)
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