Com prédio pronto desde janeiro, a Unidade de Pronto Atendimento 24 horas (UPA) Maria Angélica Castoldo, também conhecida como UPA Centro-Oeste, começou a funcionar na quarta-feira no Jardim do Sol, na zona oeste de Londrina. A estrutura tem capacidade para atender até 450 pacientes por dia, com cinco médicos de plantão por turno. Cerca de R$ 3,8 milhões foram investidos na unidade, sendo R$ 2,6 milhões provenientes do governo federal e o restante de contrapartida da Prefeitura.
Esta é a segunda UPA em funcionamento no município. A primeira atende no Jardim Sabará (zona oeste) desde junho de 2013. Já a terceira unidade deve ser construída na zona leste até o final de 2016, conforme a Prefeitura. O terreno para a construção ainda está sendo definido.
No primeiro dia, não foram só pacientes que procuraram a UPA Centro-Oeste. A vizinhança ficou curiosa em saber sobre o atendimento na estrutura. Foi o caso do aposentado João Batista Camargo, de 82 anos, que viu a movimentação no local enquanto tomava café. "Esperamos muito pela inauguração. Essa UPA é para todo mundo, não só para quem mora aqui perto", disse ele, ao recordar que, nas horas de emergência, precisava se deslocar até a UPA do Jardim Sabará.
Quem precisou de atendimento afirma ter aprovado a estrutura. A vendedora Adriana Coradi, de 42, levou o marido para ser consultado no local. A suspeita era de que ele estivesse com dengue. "Atenderam bem, o encaminharam para fazer exame. Espero que continuem atendendo assim. A saúde está muito precária hoje em dia", avaliou.
SERVIÇO
UPA Centro-Oeste
Onde - Avenida Abélio Benatti, 4.000, Jardim do Sol Informações - Atendimento é 24 horas, sete dias por semana
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Para a presidente do Conselho Municipal de Saúde da Região Oeste, Sílvia Brasão, a nova UPA aliviará o atendimento emergencial da comunidade. "É uma intermediária entre as unidades básicas de saúde e hospitais. Vai ajudar para que as unidades fiquem com a parte da prevenção e os hospitais, do internamento", pontuou. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Mohamad El Kadri, 173 profissionais atuam na UPA Centro-Oeste. Ao todo, são 32 clínicos gerais plantonistas, 16 enfermeiros, nove ortopedistas plantonistas, oito técnicos de radiologia, 20 auxiliares de serviços gerais, um farmacêutico, uma coordenadora médica, um coordenador de enfermagem, um coordenador administrativo, um gerente, 19 técnicos administrativos, 86 auxiliares de enfermagem, dois assistentes sociais, cinco auxiliares de farmácia e sete motoristas. Parte dos funcionários do Pronto Atendimento Municipal (PAM), fechado para reforma nesta semana, foi realocada na nova UPA. Também houve reforço com a contratação dos aprovados no último concurso da Saúde. A estrutura tem 2 mil metros quadrados de área. (A.L.)
O prefeito Alexandre Kireeff assinala que a UPA Centro-Oeste já começou a funcionar com 70% de funcionários a mais em relação ao PAM desativado. A ideia é que o PAM, depois de passar por obras, seja reaberto, mas como parte do Pronto de Atendimento Infantil (PAI) e o Laboratório Municipal de Análises Clínicas, o Centrolab. "É uma remodelagem que precisa ser feita", afirmou Kireeff. Conforme ele, a mudança não implicará em falta de assistência à comunidade em relação a emergências. "Em janeiro de 2013, tínhamos mil metros quadrados e 100 pessoas trabalhando no PAM. Hoje são duas UPAS, com 4 mil metros, e 320 profissionais atendendo emergência e socorro. Ampliamos espaço físico e recursos humanos", salientou. (A.L.)