Aos que cultivam as tradições natalinas, já é hora de pensar na festa e em todos os detalhes que tornam a data comemorativa mais especial. Afinal de contas, estamos a menos de um mês para o grande dia. E para a tranquilidade dos fanfarrões, do panetone a árvores de natal – de vários acabamentos e tamanhos – opções não faltam. Assim como há alternativas inteligentes para festar sem prejudicar o orçamento.
É com esse pensamento que a artesã Leila Lima cria presentes e artigos de decoração para o ano todo e não é diferente nas festas natalinas. "Uma garrafa de suco que iria para o lixo pode fazer as vezes de um arranjo, e mesmo uma peça que faz parte do uso diário pode ganhar espaço na decoração", sugere. Reciclagem e aproveitamento são práticas de Leila Lima. "Como é o caso dessa xícara antiguinha e desse pires que abrigam um Papai Noel bem simpático". Do ponto de vista da artesã, a criatividade pode representar economia, bom gosto de criações personalizadas. E no caso dela tudo isso virou profissão. "As pessoas às vezes não têm tempo nem para montar a árvore de Natal, devido ao corre-corre, então também faço arranjos e até a montagem completa. Elas ficam surpresas com o resultado", conta.
Produtos do projeto de empreendedorismo Economia Solidária também estão nos planos de quem gosta de presentear com originalidade e sem ficar no vermelho. De acordo com a Coordenadora de Gestão da Economia Solidária pelo Provopar Londrina, Ezilda Magro, a variedade é grande. "Desde lembrancinhas à decoração de mesa e parede. Guirlandas, porta-panetones, velas com motivos natalinos", enumera. "A gente sempre diz que quem consome na Economia Solidária consome de modo consciente, pois é um trabalho que contempla cooperação, autogestão e solidariedade", explica. Magro valoriza ainda o trabalho coletivo dos artesãos, como é o caso de Carlos Eduardo Santos Souza, 21 anos. Ao lado da esposa Poliana, aposta no artesanato da Casa de Pano – guardanapos, panos de prato, jogos americanos e afins - para complementar a renda da família. "Eu sou Técnico em Informática e há dois meses passamos a integrar o projeto." Para o casal, o período de festas em que as pessoas gostam de presentear e deixar a casa mais aconchegante é interessante. "Vendíamos de porta em porta e esse período é também um ponto de partida para mostrarmos nosso trabalho e nos tornarmos conhecidos pelo que fazemos", acredita.
Segundo a coordenadora, o objetivo principal do projeto é gerar trabalho e renda. "E a conquista pessoal é uma consequência". (Walkiria Vieira/NOSSODIA)

Valorizar o ser humano
Atualmente, 57 projetos integram a Economia Solidária – desde decoração de quarto de bebês a jogos de banheiro feitos de crochê personalizados. A coordenadora Ezilda Magro considera ainda que as compras realizadas no centro de economia popular possuem um papel que vai além do que movimenta a economia. "É uma oportunidade de valorizar o ser humano em suas potencialidades, e para os artesãos, uma chance de encontrar o seu lugar ao sol. Há um ganho emocional por verem seus produtos reconhecidos, além do ganho financeiro que garante uma renda melhor". (W.V.)
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Cinco motivos para ser cliente da Economia Solidária
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Centro Público de Economia Solidária: Av. Rio de Janeiro, 1278 – Fone: (43) 3378-0577
Leila Lima – artesã: (43) 9 9947 0263