A Assistente Social Michele Costa atua no Nuselon (Núcleo Social Evangélico de Londrina), onde há 35 acolhidos habilitados para adoção – com idade entre 0 e 17 anos. A Instituição Filantrópica é mantida pela Prefeitura, parcerias e apoio da comunidade. Uma das crianças está desde 2010 e, ao todo, vive há oito no Nuselon. "Já houve caso de a criança chegar aos 4 e não ser adotada. Completou a maioridade e, a partir dos 13 anos de idade, quando vemos que não haverá uma família substituta, começamos a trabalhar a vida independente do adolescente. Ele começa a fazer cursos profissionalizantes, é inserido no mercado de trabalho e abrimos uma poupança para que tenha autonomia e independência, pois sabe que aos 18 anos será desligado do acolhimento", explica. Michele esclarece que as ações são planejadas e o jovem começa a formar vínculos em seu local de trabalho, escola e na igreja. "Mesmo quando vão embora, mantêm o vínculo com os técnicos porque essas pessoas são as referências de família que possuem. As mães sociais, psicólogas e assistentes sociais que cuidaram deles enquanto acolhidos", explica. "Alguns procuram a família extensa, mas os vínculos já estão fragilizados, então seguem o próprio rumo, muitas vezes com pessoas na mesma condição e se encontram". A auxiliar administrativa financeira Aline Oliveira, 19 anos, reconhece esse trabalho. "Vive quatro anos no acolhimento e esse preparo foi fundamental para eu entender que encontraria desafios, mas poderia ir adiante". Aline fez curso de operadora de comércio e varejo, frequentou a Guarda Mirim e hoje tem casa e família. "Vai de cada adolescente e eu me senti fortalecida, passei a ter outra visão do mundo e logo começo a faculdade de Administração e quando concluir, Enfermagem", revela. (W.V.)