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Num pedacinho do Cafezal

25 ago 2014 às 08:22

A feira do Cafezal I, na Zona Sul de Londrina, já é tradição das manhãs de domingo e o comércio da avenida Presidente Eurico Gaspar Dutra ganha um reforço mais que bem-vindo. Um corredor multicolorido se junta às farmácias, ao mercadinho e atrai ainda muito mais gente, que aproveita o dia de descanso para abastecer as despensas, os armários e as fruteiras, é claro.
Todo mundo pula da cama já com aquela alegria. É o caso da moradora Maria Silva Brito, 55 anos, Mãe de três filhos, ela mora no bairro há 30 anos e considera que a feira foi uma das melhorias que o bairro recebeu. "No domingo, coloco até pastel na feira do café da manhã", brinca.
O pessoal do NOSSODIA foi conferir no último domingo o que esta feira tem de tão especial. Acompanhe nossa visita. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)

‘Fuxixo’ só bem
Tem gente que acha que fuxico é aquela conversinha fiada, aquele disse-me-disse... mas não para a artesã Ivaldina Gonçalves Dantas, 48 anos, moradora do Conjunto São Lourenço. O fuxico é seu ganha pão. "O fuxico não sai de moda e o vermelho é o campeão de pedidos", gabou-se. Em casa, junto com a mãe, dona Geni, as duas dão conta das capas de almofada, biquinhos de pano de prato e jogo de banheiro feito de barbante. Ivanilda trabalha na feira do Cafezal há dois anos. "Aqui eu me sinto em casa", disse. A artesã aceita encomendas.

Comidinha boa mesmo

Contrariando o ditado que diz que "em casa de ferreiro o espeto é de pau", a merendeira Maria José Cruz, 60 anos, prova que na mesa dela não faltam legumes fresquinhos. Com o carrinho cheio logo cedo, a variedade é grande. Só de abobrinha ela levava duas variedades. Moradora do bairro há 30 anos, ela disse que quem chega, não quer ir embora dali. "Aqui é um lugar tranquilo. No começo, não tinha nada e hoje a gente tem tudo aqui no bairro. Até feira!"

‘Queijim di Minas’

A aposentada Idalice Cordeiro, 56 anos, mora em uma chácara do bairro e todos os domingos vende ovos e queijo na feira. Nascida em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, garante que o queijo fresco é "igualzim" os lá de Minas. "Ah, o pessoal gosta, uai", brinca. Das 20 peças que leva para vender, nunca sobra um pra contar história. A colega Pierina Gonçalves confirmou: "O trem é bom demais!!!!"


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