Notícias

NOVO CEMITÉRIO - A morte vai morar ‘ao lado’

01 jun 2015 às 09:24


A informação que a zona norte de Londrina poderá abrigar um novo cemitério público pegou toda a população de surpresa. Na última semana, o prefeito Alexandre Kireeff decretou como utilidade pública o terreno na Gleba Primavera, na extensão da Avenida Saul Elkind, próximo ao centro industrial da região. Moradores divergem sobre a novidade.
Para a dona de casa Maria Vieira Marques, que mora no Conjunto Aquiles Stenghuel, o espaço mortuário será bem vindo. "Londrina e a nossa região precisam muito. Tenho meu marido, meu pai e minha mãe enterrados no Cemitério Jardim da Saudade (zona norte) e lá quase não existem mais jazigos novos. Por isso, acho muito necessário a construção de um novo espaço", comentou Maria.
De acordo com a Prefeitura, o terreno destinado à sepultura dos cadáveres possui 48 mil metros quadrados e já teria sido avaliado pela Secretaria Municipal do Ambiente e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). A área foi considerada como apropriada para a construção de um novo cemitério devido à localização, topografia e a pouca necessidade de infraestrutura.
Morador do Conjunto Maria Cecília, o comerciante Douglas Antônio de Jesus avalia de forma negativa o projeto. "Cemitério nunca é bom perto de casa. A Zona Norte precisa de muita coisa, menos de um cemitério novo. Poderiam fazer um longe daqui", disse ele.

7 mil sepulturas
Segundo informações da Prefeitura, técnicos da Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) estimam que mais de sete mil sepulturas sejam feitas no local, atendendo a demanda do município nos próximos 15 anos. Além disso, caso a decisão da equipe seja por um cemitério parque, o número se aproximaria de 20 mil gavetas. Os técnicos aguardam o parecer da comissão avaliadora para saber o valor estimado do local. Somente após obter a informação será possível entrar em contato com o dono para adquiri-lo. "Aqui em casa, o único que não vai gostar da ideia será meu filho, que tem medo dos mortos", contou a diarista Mercedes Bitencourt, moradora do Jardim Catuaí, bairro mais próximo do local onde poderá ser construído o cemitério. "Mas eu vejo de uma forma positiva a construção. Temos que ter medo de quem está vivo. Não de quem já se foi. Eu aprovo a ideia", completou Mercedes. (P.M.)


Continue lendo