Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Uns querem, outros não

NOVO CEMITÉRIO - A morte vai morar ‘ao lado’

Paulo Monteiro
NOSSODIA
01 jun 2015 às 09:24

Compartilhar notícia

Paulo Monteiro
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade


A informação que a zona norte de Londrina poderá abrigar um novo cemitério público pegou toda a população de surpresa. Na última semana, o prefeito Alexandre Kireeff decretou como utilidade pública o terreno na Gleba Primavera, na extensão da Avenida Saul Elkind, próximo ao centro industrial da região. Moradores divergem sobre a novidade.
Para a dona de casa Maria Vieira Marques, que mora no Conjunto Aquiles Stenghuel, o espaço mortuário será bem vindo. "Londrina e a nossa região precisam muito. Tenho meu marido, meu pai e minha mãe enterrados no Cemitério Jardim da Saudade (zona norte) e lá quase não existem mais jazigos novos. Por isso, acho muito necessário a construção de um novo espaço", comentou Maria.
De acordo com a Prefeitura, o terreno destinado à sepultura dos cadáveres possui 48 mil metros quadrados e já teria sido avaliado pela Secretaria Municipal do Ambiente e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). A área foi considerada como apropriada para a construção de um novo cemitério devido à localização, topografia e a pouca necessidade de infraestrutura.
Morador do Conjunto Maria Cecília, o comerciante Douglas Antônio de Jesus avalia de forma negativa o projeto. "Cemitério nunca é bom perto de casa. A Zona Norte precisa de muita coisa, menos de um cemitério novo. Poderiam fazer um longe daqui", disse ele.

Cadastre-se em nossa newsletter

7 mil sepulturas
Segundo informações da Prefeitura, técnicos da Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) estimam que mais de sete mil sepulturas sejam feitas no local, atendendo a demanda do município nos próximos 15 anos. Além disso, caso a decisão da equipe seja por um cemitério parque, o número se aproximaria de 20 mil gavetas. Os técnicos aguardam o parecer da comissão avaliadora para saber o valor estimado do local. Somente após obter a informação será possível entrar em contato com o dono para adquiri-lo. "Aqui em casa, o único que não vai gostar da ideia será meu filho, que tem medo dos mortos", contou a diarista Mercedes Bitencourt, moradora do Jardim Catuaí, bairro mais próximo do local onde poderá ser construído o cemitério. "Mas eu vejo de uma forma positiva a construção. Temos que ter medo de quem está vivo. Não de quem já se foi. Eu aprovo a ideia", completou Mercedes. (P.M.)

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.


Publicidade

Últimas notícias

Publicidade
LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas