Os 215 alunos da Escola Municipal Elias Kauam, situada na rua Maria Garcia Lopes, Novo Amparo, na zona norte de Londrina, tiveram tarefa especial semana passada por causa dos 35 anos da unidade. Em coro, recitaram poema, fizeram paródia, jogral e as homenagens contaram até com um bolo e velinhas. Alunos da manhã e da tarde repetiram o "Parabéns a você" com orgulho, graças a existência do prédio e aos profissionais que se empenham por sua manutenção.
Em 25 de agosto de 1981, a escola começava seu legado com a direção de Maria Rita Montresol. À época, eram duas salas e o refeitório. A história do bairro se mistura à da escola que soma nesses 35 anos a matrícula de 3544 alunos, incluindo o ano letivo de 2016. À frente da direção, Lucimar Pauleti Fernandes administra a formação das atuais 13 turmas – do pré ao quinto ano do Ensino Fundamental - e uma turma do Educação de Jovens e Adultos (EJA). "A comemoração dos 35 anos foi feita de forma interdisciplinar e os alunos pesquisaram sobre Elias Kauam, fundador da escola. Descobriram que Elias veio de Alepo, na Síria, tentar a vida no Brasil. Era mascate, tornou-se agricultor e num próximo momento, sua filha Flóris, de 84 anos, nos concederá uma entrevista", explica. "Isso os engrandeceu", ratifica.
Perto de completar 25 anos de dedicação à unidade e há cinco na direção, Lucimar Pauleti Fernandes considera que a data não poderia passar em branco. "Para mim é uma realização diária trabalhar aqui. Sabemos do trabalho em conjunto que deve ser feito entre pais e professores e nossa escola é muito respeitada, pois a comunidade se orgulha do espaço e as pessoas mais velhas contam que existia uma plantação de mandioca cará no terreno e estes eram usados na oferta de merenda", relata.
Mais que a alfabetização, a Escola Municipal Elias Kauam, bimestre a bimestre, sabe de seu papel para a construção da cidadania. "Não basta ensinar a ler e a escrever. Temos um papel conciliador também e ficamos felizes ao superar os objetivos. Fizemos um painel com fotos antigas e as crianças procuram os pais, tios e se reconhecem, confiam em nosso trabalho, sabem que aqui é um lugar onde se transmite conhecimento, valores e as famílias colaboram constantemente. Na semana da família, por exemplo, houve gincana com pais e filhos e atividades assim fortalecem vínculos, resgatam valores e essa é uma ponte que conseguimos fazer com a família", explica. Com planos de ampliação, a unidade aguarda verba do governo federal. "Em 1983 e 1986, durante a administração de Wilson Moreira, houve benfeitorias e felizmente hoje contamos com seis salas, biblioteca e a sala de informática", detalha. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)