Notícias

NOSSA CRÔNICA

28 ago 2016 às 23:46
Hoje fui ao mercado, ao entrar, fui recebida com flores. Que alegria! Não se trata de uma flor qualquer, e também, vale esclarecer, não eram flores que me foram dadas. Porém, era para mim que elas sorriam. Era para mim que elas insinuavam uma beleza ímpar, a pureza do branco, contrastando com a alegria de um verde viçoso. À medida que me aproximava do lugar em que estavam expostas, confirmava em meu coração que era para mim que elas se mostravam assim tão meigas, tão doces e tão sedutoras. Orquídeas, daquelas que simbolizam, segundo a lenda, paz e prosperidade. Prosperidade esta que vem anunciar a estação que se faz tão próxima, em pouco tempo, o cinza dos dias sai de cena e uma nova protagonista vem embelezar os dias com cores e amores, a primavera. Quanto de amor há em uma flor? E quanto de amor há em uma mulher? Estagnei-me diante da beleza que me servia aos olhos. Não podia sair dali, porque me sentia como a orquídea, bela, insinuosa, sedutora, pedindo para ser roubada, pedindo para ser a flor escolhida dentre tantas que embelezam o jardim. Entre mim e ela houve uma troca de sentimentos que pude ouvir o que ela tentava me dizer por meio de suas flores alvas. Dizia-me de quanto tempo ela precisou para ficar assim tão bela. De como o percurso pelo qual já trilhou foi de espinhos e de quanto aquele momento em que ela era contemplada e amada era único. Tomei o pequeno vaso em minhas mãos, pois não pude deixá-la. Ela embeleza muito mais que minha casa, enche de paz meus olhos tão cansados e preenche de vida minha pobre vida.

Continue lendo