Ei, você? Você mesmo que acordou nesta segunda-feira cheio de problemas como tantas pessoas espalhadas pela face de terra. Então, ontem foi comemorado mais uma vez o Dia dos Pais. Data tão comercial, mas que, graças ao carinho e devoção de tantos filhos, torna-se um dia singular, em que abraços e frases são trocados e permitem vibrar a ideia do mito de carne e osso que é o pai. Sim, um mito de verdade, pois quantos pais trazem em sua trajetória a garra para vencer os obstáculos da vida. Trabalho, às vezes a falta dele; os apuros financeiros tão comuns num país em que certas instabilidades transformam os dias difíceis em mais difíceis ainda; as preocupações com o futuro dos filhos em relação à profissão, à família, enfim, pais são seres humanos, cheios de defeitos, de vontades, de dúvidas, de ausências, mas também cheios de presença, de alegrias, de sorrisos, de abraços. São estas características, pois, que fazem com que cada um traga a imagem do pai herói, do homem que chegava com a bala, o chiclete, que brigava por causa das bagunças de crianças, que levava ao parque quando possível, que comprava pipoca do carrinho da esquina. Cada um traz dentro de si a imagem do pai humano e que, por alguma razão, merece ser celebrado, ao menos em um dia do ano, como herói. Nem sempre a memória traz imagens tão belas, é verdade, mas no dia de ontem muitas amarguras foram deixadas de lado e o que valeu, de fato, foi ir ao encontro desse mito humano, reconhecendo que ele faz parte de nossa história. Brindemos a todos os pais, desejando que eles na eterna busca de serem os super-heróis dos filhos, possam, no mínimo, serem bons super-humanos.