Esterilidade X fertilidade
Observei a doçura que há na pronúncia da palavra sonho. O ‘s’, sibilante, conforme classifica a linguística, produz um som agradável que aliado à nasalização que o dígrafo provoca mais a vogal ‘o’ dão à palavra ares de verdadeiro paraíso. Sonho! Que delícia pronunciar, sobretudo quando passa a ter forma, voz, olhar, gesto.
De igual maneira, pensei na secura que a pronúncia do vocábulo realidade propicia ao ouvinte. O ‘r’, letra vibrante, faz vibrar também o coração quando nos deparamos com a dura realidade. A presença do ‘a’ tônico no verbete torna ainda mais grave a pronúncia. Todavia, grave fica o estado do coração quando nos rendemos ao sonho. Os sonhos não são apenas quimeras a lançar fogo pelas narinas, tampouco a amedrontar porque andam por aí a destruir por onde passam, são muito mais poderosos. São doces, soam afavelmente ao ouvido, chegam de mansinho, vão fazendo crer que ficarão para sempre sendo apenas sonhos. Atenção se faz necessária, sonhos são estéreis. Não passam de devaneios tolos a torturar quem neles acreditam. Ao passo que a realidade é verdadeira, justa e não se mostra com capa, a fim de encobertar qualquer resquício de quimera. A realidade é fértil; feia ou bela. Que importa? Os sonhos devem viver para além das noites, devem tão somente servir para povoar algumas mentes inquietas. A realidade deve ser o tudo, o norte de modo a não permitir que se lance a vida à própria sorte.
Observei a doçura que há na pronúncia da palavra sonho. O ‘s’, sibilante, conforme classifica a linguística, produz um som agradável que aliado à nasalização que o dígrafo provoca mais a vogal ‘o’ dão à palavra ares de verdadeiro paraíso. Sonho! Que delícia pronunciar, sobretudo quando passa a ter forma, voz, olhar, gesto.
De igual maneira, pensei na secura que a pronúncia do vocábulo realidade propicia ao ouvinte. O ‘r’, letra vibrante, faz vibrar também o coração quando nos deparamos com a dura realidade. A presença do ‘a’ tônico no verbete torna ainda mais grave a pronúncia. Todavia, grave fica o estado do coração quando nos rendemos ao sonho. Os sonhos não são apenas quimeras a lançar fogo pelas narinas, tampouco a amedrontar porque andam por aí a destruir por onde passam, são muito mais poderosos. São doces, soam afavelmente ao ouvido, chegam de mansinho, vão fazendo crer que ficarão para sempre sendo apenas sonhos. Atenção se faz necessária, sonhos são estéreis. Não passam de devaneios tolos a torturar quem neles acreditam. Ao passo que a realidade é verdadeira, justa e não se mostra com capa, a fim de encobertar qualquer resquício de quimera. A realidade é fértil; feia ou bela. Que importa? Os sonhos devem viver para além das noites, devem tão somente servir para povoar algumas mentes inquietas. A realidade deve ser o tudo, o norte de modo a não permitir que se lance a vida à própria sorte.