Uma visita inesperada
A aula transcorria como tantas outras. Semana de prova! Fato que fazia com que ela se tornasse um momento de retomada de pontos discutidos anteriormente e que seriam cobrados na avaliação. Os alunos estavam atentos. Faziam perguntas. Apontavam dúvidas ainda existentes e tudo era respondido e discutido. De repente, a professora percebeu que um dos alunos batia o braço no ar, como se quisesse tirar de perto de si algo que incomodava. Nada ela disse. E a aula continuou. E mais uma vez a professora percebeu o movimento. Outro aluno agora. E outro. E outro. Em poucos minutos pelo menos cinco alunos bateram as mãos no ar. Agora todos já sabiam de que se tratava: uma abelha havia entrado na sala. Sem tumulto, mas com alguns risos que antes não se faziam presentes, os alunos iam acompanhando a abelha e, com as mãos, tentando derrubar a pobrezinha. Júlia, que tudo observava em silêncio, já havia deixado se perderem seus olhos na abelha. Isa, que não desejava que o pequeno ser se aproximasse dela, animou-se com a situação. Pensou em como aquele instante havia quebrado a monotonia da aula, sem muitos alardes, assistiu aos alunos em polvorosa com a situação e sorriu. Minutos seguiram e a dança das mãos e da abelha também. Num ímpeto, Júlia abriu o caderno. Colocou-o no ar meio aberto e pooooommmm... abelha capturada. Todos ficaram admirados. Foi inesperada a ação da menina. Sentença dada à abelha, volta-se à aula. Risos e alguns poucos comentários ainda foram ouvidos. E a aula voltou. De fato, todos concordaram: a entrada da abelha pareceu a eles como se um avião tivesse entrado pela janela, mas sem tragédia. Sem tragédia nada, lembrou Isa, a pobrezinha se foi!
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.