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Nossa crônica

Por Cláudia Bergamini
04 mai 2017 às 09:29

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Ou cá ou lá
Que não se pode ter tudo, isso é fato!!! Ainda assim o ser humano vive o dilema de desejar o máximo, querendo estar em dois lugares ao mesmo tempo, ter dois amores concomitantemente; abarcar o mundo sem se dar conta de que a escolha é mister. Quando jovem, o homem reveste-se de uma força tal que lhe faz crer ser possível desbravar o mundo, perpassar oceanos, escalar montanhas, enfim, conquistar o inconquistável. Cautela e prudência chegam com a maturidade, momento em que a consciência do limite faz-se latente. Limite não e limitação! Pode soar estranho, mas são vocábulos distintos. Limite sugere uma espécie de muro que não se deve transpor, haja vista que, estabelecido por outrem, carece de ser respeitado. Limitação está ligada ao sujeito da ação, diz respeito ao que ele impõe a si para seguir adiante. Respeito os limites, mas não gosto de estabelecer a mim limitações. Sei que as tenho, e muitas; todavia prefiro pensar que posso ser mar bravio a rompê-las. Diante de escolhas, busco ponderar quais são os limites que não posso transpor e que limitações tenho eu para superar o que é preciso até chegar ao limite. Se certa ou não, quem sabe? Continuo a pensar no cá ou lá, no isto ou aquilo, conquanto que possa escolher ser protagonista de minha história, ser atriz de enredo cuja autoria seja o meu criar.
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