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Nossa crônica

Por Cláudia Bergamini
09 set 2018 às 18:40

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Manoel Bandeira eternizou o primeiro amor em Porquinho da Índia. Amor de criança. Amor ligado à emoção de dedicar ao bichinho de estimação cuidados. Todo mundo tem ao menos um primeiro amor do qual lembrará por toda a vida. Aos sete anos, tive uma gatinha, com nome e sobrenome: Michele Chumanchu da Silva. Não lembro o destino ela, mas jamais me esqueci de algumas imagens que fazem parte da minha infância com ela. Agora, amor por gente mesmo tive na pré-adolescência. Que ansiedade para chegar à sala de aula e ver o menino que o coração escolhera. Se ele pedisse a borracha emprestada, então...bingo! O dia estava perfeito. Passado um tempo desse amor contemplativo, e outro menino se transformava no príncipe encantado e passava a habitar sonhos. Porque a gente não tem apenas um primeiro amor na vida. Não! Adolescência é fase de primeiros amores, amores de ilusões, de imaginações. Que fase boa! Amar e desamar sem conhecer os percalços que a vida adulta impõe. Quando adultos, o amor não é mais o primeiro, todavia parece palavra entalhada no coração. Passa o tempo e nada. O amor fica ali, insistente e tenaz. Explicar porque uma pessoa se tornou o dono do coração é vão. O coração, essa terra que ninguém vê, esconde as escolhas mais ilógicas, menos sadias e ama, ama, sem sonho, sem flores, sem hospitalidade!
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