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Nossa crônica

29 ago 2018 às 20:17
O mês de agosto se despede e, com ele, vou me despedindo de tantas boas sensações que chegaram a mim ao longo deste longo mês. Por isso, não posso hoje dedicar a minha escrita senão para agradecer pelo mês que amanhã se finda. Sem seguir uma ordem de importância, começo por agradecer a Deus pela chuva que nos chegou como dádiva divina, depois de longos dias de estiagem. Agradeço ao espetáculo a que assistimos logo nos primeiros dias do mês, com a Lua sangrando de beleza. Agradeço porque o dia dos pais, em que pese ser uma data que traz em seu bojo uma carga comercial, permitiu a aproximação entre pais e filhos. Agradeço porque finalizei, talvez, o maior idílio que já pude e contei com minha família e amigos para compartilharem de minha conquista. Agradeço porque pude estreitar laços com pessoas queridas e fortalecer a amizade. Agradeço porque a poesia continua a cercar a minha vida, ela se faz em palavras, em gestos, em músicas, em olhares e, neste mês em especial, chegou até mim de forma serena e inesperada, com o intuito de me dizer que a vida é sempre um verso a ser inserido no poema no qual, inocentemente, acreditávamos já ter posto ponto final. Agradeço porque ontem eu pude comemorar meu aniversário com meus filhos, com meus irmãos, com minha família, com meus amigos e, ainda, ser agraciada com mensagens, das mais carinhosas, dos meus alunos e de leitores desta coluna, além de muitos outros amigos distantes, que chegaram até mim por meio da poesia. Agradeço a Deus porque colocou em meu coração resiliência, para que eu possa olhar para o ontem sem que este impeça os planos de amanhã. Agradeço porque, depois de muito tempo, eu voltei a acreditar que os sonhos têm perfume e exalam de tal maneira que podem embriagar aqueles cujos sonhos são aos meus afins.

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