Meus quatro pontos cardeais
Dos quarenta e dois fico com os 4, pois o número representa as minhas fases, estas continuam a mudar, como um moinho. Uso o dois para iniciar uma nova contagem, em que renasço da fuligem que a fumaça do trem da minha vida lança no ar.
Quarenta e dois anos, quarenta e duas vidas diferentes, milhões de sonhos, quarenta e duas mulheres fui, sou e as multiplico ao meu bel-prazer.
Giro levemente minha cabeça pra trás e posso ver-me de tranças, velhos traços, minha infância, da qual nunca me distanciei. Olho para frente e me dá medo, mas não o medo ligado ao terror e, sim, ao desejo de ser muito mais que sou e os quatro traços do tempo confirmam isso: que posso ser infinito, ou apenas um grão de areia da ampulheta.
É livre a escolha.
Posso ser a lua, nova, cheia, nua ou apenas coberta por nuvens, Vênus, Medusa, Esfinge, ou apenas um ser comum.
O que posso dizer com certeza é que sou Mulher de 42 vidas numa só existência, completando a minha plenitude a cada dia, com lágrimas e sorrisos.
Estou aprendendo a respeitar minha tristeza e valorizar minhas alegrias. Algo que a partir de hoje nesta nova aurora deverá ser meta. Ser loba não é difícil o difícil é ser lua, vestida ou nua, pois quando muito me visto mais me desnudo e controlar isso achava impossível, hoje acredito ser provável.
Aos quarenta e dois sei que ainda não posso tudo, mas de tudo posso. O soprar das velas me confirma isso! É o fôlego da vida me dizendo que deve ser vivida e que tenho em mim a força das tempestades, sou inteira e não pela metade, sou malemolente, arteira e cheia de arte. E serei muito mais!
Pois quarenta e dois é só o começo, o ponto de partida, a estação de onde parto para um nova etapa, seguindo um novo rumo por meio do qual traço meu viver em um novo mapa.
Dos quarenta e dois fico com os 4, pois o número representa as minhas fases, estas continuam a mudar, como um moinho. Uso o dois para iniciar uma nova contagem, em que renasço da fuligem que a fumaça do trem da minha vida lança no ar.
Quarenta e dois anos, quarenta e duas vidas diferentes, milhões de sonhos, quarenta e duas mulheres fui, sou e as multiplico ao meu bel-prazer.
Giro levemente minha cabeça pra trás e posso ver-me de tranças, velhos traços, minha infância, da qual nunca me distanciei. Olho para frente e me dá medo, mas não o medo ligado ao terror e, sim, ao desejo de ser muito mais que sou e os quatro traços do tempo confirmam isso: que posso ser infinito, ou apenas um grão de areia da ampulheta.
É livre a escolha.
Posso ser a lua, nova, cheia, nua ou apenas coberta por nuvens, Vênus, Medusa, Esfinge, ou apenas um ser comum.
O que posso dizer com certeza é que sou Mulher de 42 vidas numa só existência, completando a minha plenitude a cada dia, com lágrimas e sorrisos.
Estou aprendendo a respeitar minha tristeza e valorizar minhas alegrias. Algo que a partir de hoje nesta nova aurora deverá ser meta. Ser loba não é difícil o difícil é ser lua, vestida ou nua, pois quando muito me visto mais me desnudo e controlar isso achava impossível, hoje acredito ser provável.
Aos quarenta e dois sei que ainda não posso tudo, mas de tudo posso. O soprar das velas me confirma isso! É o fôlego da vida me dizendo que deve ser vivida e que tenho em mim a força das tempestades, sou inteira e não pela metade, sou malemolente, arteira e cheia de arte. E serei muito mais!
Pois quarenta e dois é só o começo, o ponto de partida, a estação de onde parto para um nova etapa, seguindo um novo rumo por meio do qual traço meu viver em um novo mapa.