Erma
Menina, menina, aprende a viver, tira o pé da lama, a cabeça da nuvem, a mente da tempestade. Procura tua estabilidade, ela não está no sol, nem tu és uma lua, acorda logo e sai à rua. Deixa de lado a doçura de palavras, pensa mesmo é na realidade, pensa nas verdades, busca a tua sobriedade (mesmo quando o vinho deixar corpo e mente rendidos, faze de flores um colar bonito e sai para desfilar sem medos, estão eles rendidos). Menina, menina, o tempo corre e cobra. Quantos dias podes contar e ainda presa estás neste vendaval tão sem sentido? Corre, menina, para a vida, tu eras livre e sabes bem disso. Liberdade, menina, não está no corpo, está na mente e no coração. E tu eras livre. Volta à tua liberdade, pode ser ela uma farsa, mas teu coração era livre. Liberta-te do mal que te aflige. Sorri para a vida e olha ao redor, sabes bem que rostos miram para ti, que há mãos que desejam, de verdade, segurar as tuas, senti-las bem de perto, com calor, com maciez. Esquece palavras, menina, são elas tão efêmeras diante de verdades que te fazem sofrer. Eleva tua face ao céu de novo. Busca aquilo que já foi, não queiras ser outra, pois tu és fruto de ti mesma, e quem te conta mentiras não merece sentir o calor de tuas mãos, nem a doçura de teu coração. Guarda, menina, o amor para o porvir, deixa o sorriso para outro dia, oculta o desejo como outrora isso já conseguistes, esconde a mulher vibrante e deixa o tempo sossegá-la. Todavia, não esqueças do chão de luzes baças por que pisou, agora, toma a rédea de tua vida e pisa em solo firme, esquece o coração, volta a ser razão, não deixes que o olhar te cegues uma vez mais. Lembra-te das linhas primeiras que lestes, já não eram tuas, lembra-te das palavras primeiras a ti ditas, elas te alertavam e tu, de coração desenfreado, esquecestes de tua promessa. Menina, menina, te quero sorrindo, te quero vivendo, te quero liberta. Age com coragem e crê na tua força. Esquece o sol e pensa na lua. Faze com que a lua não morra, mas que nela deixe de viver o astro que a consome.
Menina, menina, aprende a viver, tira o pé da lama, a cabeça da nuvem, a mente da tempestade. Procura tua estabilidade, ela não está no sol, nem tu és uma lua, acorda logo e sai à rua. Deixa de lado a doçura de palavras, pensa mesmo é na realidade, pensa nas verdades, busca a tua sobriedade (mesmo quando o vinho deixar corpo e mente rendidos, faze de flores um colar bonito e sai para desfilar sem medos, estão eles rendidos). Menina, menina, o tempo corre e cobra. Quantos dias podes contar e ainda presa estás neste vendaval tão sem sentido? Corre, menina, para a vida, tu eras livre e sabes bem disso. Liberdade, menina, não está no corpo, está na mente e no coração. E tu eras livre. Volta à tua liberdade, pode ser ela uma farsa, mas teu coração era livre. Liberta-te do mal que te aflige. Sorri para a vida e olha ao redor, sabes bem que rostos miram para ti, que há mãos que desejam, de verdade, segurar as tuas, senti-las bem de perto, com calor, com maciez. Esquece palavras, menina, são elas tão efêmeras diante de verdades que te fazem sofrer. Eleva tua face ao céu de novo. Busca aquilo que já foi, não queiras ser outra, pois tu és fruto de ti mesma, e quem te conta mentiras não merece sentir o calor de tuas mãos, nem a doçura de teu coração. Guarda, menina, o amor para o porvir, deixa o sorriso para outro dia, oculta o desejo como outrora isso já conseguistes, esconde a mulher vibrante e deixa o tempo sossegá-la. Todavia, não esqueças do chão de luzes baças por que pisou, agora, toma a rédea de tua vida e pisa em solo firme, esquece o coração, volta a ser razão, não deixes que o olhar te cegues uma vez mais. Lembra-te das linhas primeiras que lestes, já não eram tuas, lembra-te das palavras primeiras a ti ditas, elas te alertavam e tu, de coração desenfreado, esquecestes de tua promessa. Menina, menina, te quero sorrindo, te quero vivendo, te quero liberta. Age com coragem e crê na tua força. Esquece o sol e pensa na lua. Faze com que a lua não morra, mas que nela deixe de viver o astro que a consome.