A moça que olha pela janela
A moça que olha pela janela não é somente a moça que olha pela janela. Quem a conhece na intimidade - e cabe dizer que raras são as pessoas que tiveram essa percepção - sabe que se trata de um ser humano a exalar alegria, determinação, coragem, inteligência, solidão, solidão, solidão... Ah! Mas para que serve a solidão quando se tem o dom de expressar em palavras cada desejo, cada pensamento, cada tristeza, cada lágrima, por meio de um simulacro tão doce que há quem diga ser somente uma fantasia?
Porém, a moça que olha pela janela sabe que o que escreve viaja para além da fantasia, pois já perpassou pelo caos de seu íntimo, pelas trevas de seu coração, pela luz que ainda brilha em seus olhos e pelo sorriso que, insistentemente, teima em ficar.
Às vezes, ela pensa que os dias frios, de inverno intenso, ficaram para trás, acredita que um novo tempo já foi anunciado e vem iluminado por um sorriso encantador, por uma risada contagiante e por uma voz sedosa, aveludada.
Em outros momentos, não tão confiantes, ela se volta para ela mesma, revive o vivido do inverno, ressente o sentido das madrugadas cinzas, reconstrói percursos que conduzem a veredas tão sem sabor, tão sem cor, tão sem amor. Que pena! Porque os olhos da moça que olha pela janela vislumbram caminhos tão cheios de primavera, enfeitados por flores nunca dantes colhidas, por aromas ainda não sentidos, por toques que aguardam para ganhar vida, por olhares que carecem de se cruzar, porque, na verdade, sempre se buscaram.
Assim, entre uma dúvida e um desejo, entre o sentir e o esperar, o amar e o sofrer, o viver e o fantasiar, a moça continua olhando pela janela.
Não sabe o que está reservado para ela. Não sabe, ao menos, se existe realmente algo reservado para ela, pois lá no seu íntimo pensa que desde o ventre, desde o significado de seu nome, que aponta para aquele que anda com dificuldade, desde as trilhas que percorreu, ora sem querer, ora por escolha, desde sempre, a moça sabe que a ela cabe somente ser a moça que olha pela janela.
A moça que olha pela janela não é somente a moça que olha pela janela. Quem a conhece na intimidade - e cabe dizer que raras são as pessoas que tiveram essa percepção - sabe que se trata de um ser humano a exalar alegria, determinação, coragem, inteligência, solidão, solidão, solidão... Ah! Mas para que serve a solidão quando se tem o dom de expressar em palavras cada desejo, cada pensamento, cada tristeza, cada lágrima, por meio de um simulacro tão doce que há quem diga ser somente uma fantasia?
Porém, a moça que olha pela janela sabe que o que escreve viaja para além da fantasia, pois já perpassou pelo caos de seu íntimo, pelas trevas de seu coração, pela luz que ainda brilha em seus olhos e pelo sorriso que, insistentemente, teima em ficar.
Às vezes, ela pensa que os dias frios, de inverno intenso, ficaram para trás, acredita que um novo tempo já foi anunciado e vem iluminado por um sorriso encantador, por uma risada contagiante e por uma voz sedosa, aveludada.
Em outros momentos, não tão confiantes, ela se volta para ela mesma, revive o vivido do inverno, ressente o sentido das madrugadas cinzas, reconstrói percursos que conduzem a veredas tão sem sabor, tão sem cor, tão sem amor. Que pena! Porque os olhos da moça que olha pela janela vislumbram caminhos tão cheios de primavera, enfeitados por flores nunca dantes colhidas, por aromas ainda não sentidos, por toques que aguardam para ganhar vida, por olhares que carecem de se cruzar, porque, na verdade, sempre se buscaram.
Assim, entre uma dúvida e um desejo, entre o sentir e o esperar, o amar e o sofrer, o viver e o fantasiar, a moça continua olhando pela janela.
Não sabe o que está reservado para ela. Não sabe, ao menos, se existe realmente algo reservado para ela, pois lá no seu íntimo pensa que desde o ventre, desde o significado de seu nome, que aponta para aquele que anda com dificuldade, desde as trilhas que percorreu, ora sem querer, ora por escolha, desde sempre, a moça sabe que a ela cabe somente ser a moça que olha pela janela.