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Nossa crônica

15 jul 2018 às 21:42
Agora sim: ponto final!
Que o azul, o branco e o vermelho seriam as cores do domingo a gente já sabia. O que a gente não sabia era qual seria a bandeira a tremular mais alto no Estádio Luzhniki, que mais parece um oponente teatro pronto a receber os atores mais importantes de um espetáculo muito esperado. Na roda nos primeiros minutos de jogo, os franceses deram um jeitinho de fazer a rede balançar primeiro e, aos dezoito, quem diria, um gol contra deu à França motivos para mudar o jogo e acreditar que a taça dourada seria erguida pela seleção que, em sua composição, traz rostos de alegria e irreverência que destoam do estilo francês e enfatizam o modo de ser africano. Iniciado o placar, a Croácia não se abateu e foi em busca do gol. Jogo empatado, só que dez minutos depois, aos 38, a França à frente. Aos treze do segundo tempo, outro gol francês. Uma jogada linda, daquelas que a gente pouco viu nesta copa de gols de bola parada. Um golaço croata e minha rua, que costuma ser movimentada em dias de jogos e barulhenta na hora do gol, silenciosa; nada de rojões, nada de churrasco, nada de tomar uma cervejinha, afinal as cores que a gente vê explodir na tela não são a que queríamos, o verde e o amarelo. O time croata mais cansado e, embora mantendo-se vivo no jogo e tentando chegar à rede, assiste à final se definir em favor dos franceses. O quarto gol saiu fácil dos pés do menino jovem e cheio de vida, a revelação, Mbappé. A gente já tinha se acomodado no sofá quando os croatas mostraram que também sabem fazer gol. Placar: 4 a 2, porém uma taça nas mãos dos franceses. Segunda vez que a bandeira tricolor francesa é a mais alta na Copa do Mundo. A dos croatas terá de esperar chegar a sua hora. E a nossa, ainda que continue a ser a que mais vezes imperou quando o assunto é futebol, estará guardadinha esperando que em 2022 seja o nosso momento.

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