Últimas notícias sobre a Copa
Logo no início da Copa, eu escrevi sobre o desempenho dos times europeus. Lembro-me que havia assistido a um jogo da Croácia que deixou boquiaberta a seleção argentina. De igual maneira, os japoneses também ficaram espantados com a virada belga. Rápidos e determinados, os gigantes belgas, além de fazerem uma bela campanha nesta Copa, conseguiram um desempenho jamais alcançado. Para a nossa seleção, o ponto final foi posto pelos belgas que, indiscutivelmente, foram melhores. Findada para os brasileiros a Copa, é hora de parar e organizar a casa. Com ou sem Tite, com ou sem taça, é preciso estabelecer novas metas, elaborar outras estratégias e reconhecer que já se foi o tempo de sul-americanos serem os donos do pedaço. Nosso voo foi o último a decolar, mas decolou antes da semifinal, e não foi por saudade de argentinos, colombianos, uruguaios e peruanos, foi porque perdemos mesmo. Vamos combinar assim: enquanto as estrelas brasileiras curtem a dor de não brilhar, enquanto a CBF decide o que será feito, enquanto os quatro times europeus decidem quem erguerá a taça, nós, a nação brasileira feita de carne e osso, de despertador que toca cedo e de contas que batem à porta, começamos a montar com lucidez o time que levaremos ao Senado, à Câmara e o técnico que regerá a equipe. A campanha política não tarda e, com a mesma determinação que analisamos as falhas de nossa seleção de futebol, vamos analisar os ‘jogadores’ que colocaremos em campo para nos representar. Se a seleção perde, ficamos tristes; mas se não soubermos votar, vamos ficar tristes por muito mais tempo.
Por Cláudia Bergamini