Notícias

Nossa crônica

06 set 2017 às 23:30
Acordamos hoje libertos. Talvez, muitos se perguntem que significado tem o 7 de setembro. E a resposta a essa pergunta está relacionada ao que pensamos sobre nação, estado ou país. Estado é o nome que atribuímos a uma unidade administrativa, compreende um território com administração governamental. Assim, podemos pensar no Brasil como um Estado. País diz respeito ao espaço geograficamente delimitado e habitado por grupos diversos. O Brasil é, pois, um país com extensa proporção de terra e coletividade. Agora nação é o que move nosso coração quando o assunto é amor ao nosso país. Nação é o nome que damos ao conjunto de costumes, de diversidade cultural e de identidade de um povo. É o sentimento de pertencer a uma mesma nação que faz com que alguém saia de Londrina, no Sul do Brasil, e chegue ao Acre, no Norte, e se sinta parte daquele lugar, ainda que a comida seja outra, ainda que o falar seja distinto, ainda que o clima seja estranho ao viajante. É o sentimento de nação que me faz ver o Brasil como um país cheio de atrativos, um país formado por uma miscigenação rica em aspectos culturais. Em meu país, eu sinto também fazer parte da nação africana, da nação italiana, da nação japonesa, pois todas essas culturas ecoam em mim de alguma maneira. Em meu país, eu sinto a necessidade de fazer crescer um grande Estado, livre de amarras advindas de séculos, a conduzir o povo rumo à subjugação quando o assunto é a administração do Estado. Não aceito subterfúgios que venham daqueles que menosprezam nossa condição de nação sincrética em aspectos tantos que perdemos a noção dos limites que nos tornam o que somos. Sou brasileira, filha de um Estado que em muito precisa mudar, parte de um País grandioso e pertencente a uma Nação, da qual me orgulho e me coloco como herdeira de uma rica diversidade cultural. Neste 7 de setembro, eu entendo que nossa liberdade nos permitiu ser hoje mais do que um Estado, mais do que um País, somos uma Nação, a Nação Brasileira.

Continue lendo