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NOSSA CRÔNICA

17 mai 2017 às 22:10
Estou eu de novo no hospital. Tudo bem! Tem sido frequente minha passagem por aqui. Há seis meses mamãe não está bem e, em que pese o fato de estar apreensiva, meu olhar de cronista não deixa de trabalhar e captar, em gestos e palavras, o fato miúdo que, não fosse essa sensibilidade que chega a irritar, estaria fadado ao esquecimento. Bom, vamos ao fato! Abriram-se as portas do Samu. Os paramédicos, com cuidado, tiraram o paciente, um jovem senhor, que acabara de ter um AVC, vinha acompanhado da esposa, em cujo semblante havia rugas de preocupação. A senhora, assim como eu, continuou na recepção da emergência. Passados uns instantes, uma jovem enfermeira veio até ela com uma prancheta, a fim de que respondesse a um questionário rotineiro. Tudo bem! O senhor fulano fuma? Tem algum tipo de alergia? Já havia tido um episódio parecido? Faz uso contínuo de medicamento? A mulher, com paciência, a tudo respondia. Porém, como muitas eram as perguntas, penso eu que se irritou e disse em resposta a uma delas: Tem amante! Tem paqueras! Tem namoradas! Peça que venham até aqui e terminem de responder. Ficamos, eu e os demais que estavam na recepção, entre o riso e o choro. A situação foi cômica, mas o contexto era sério demais para que saíssemos rindo. Senhores maridos, atenção, antes de ter um AVC, certifiquem-se de que seus passos em falso não estão às claras. Já pensou se a esposa decide responder tudo ao contrário?????

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