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Nossa crônica

17 jun 2018 às 19:47
Domingo, 15 horas, quase 100% dos brasileiros com o televisor ligado para assistir à estreia da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo. Há casas com cheirinho de churrasco, outras com cheirinho de pipoca, algumas com a vela acesa para clarear os caminhos dos nossos meninos e os pés rumo ao gol e, em todas os lares, de sobremesa, por certo chocolate, aquele de melhor procedência. O oponente não é de se menosprezar, mas sinceramente, o nosso lado é superior. Nossa seleção de cabelo irreverente, de tatuagem, de rosto jovem dominou o primeiro tempo, fez um gol que veio de um chute lindo de Philippe Coutinho. Nas casas brasileiras, os gritos indicavam que o País, em época de copa, torna-se poliglota: fala o berrantês o gritanês. Uma falta pra cá, marcação cerrada na camisa amarelinha, e começa o segundo tempo com um Brasil posto na roda. Em quatro minutos de jogo e o empate. O silêncio nas salas brasileiras era ensurdecedor. Os milhões de técnicos sentados no sofá reclamavam com a escolha do técnico em optar por não colocar um atacante para pôr em campo. Um gol perdido aos 23 minutos, um pênalti negado, e lá atrás um gol suíço suspeito. A tal tecnologia serviu à França, mas acho que para os brasileiros só chegará para a próxima copa, ou o árbitro italiano que cuidou do tal árbitro de vídeo bebeu vinho demais e cochilou durante o jogo. E se jogando com Jesus já tá difícil, imagina sem ele, e nosso Firmino na cara do gol erra. E mais um atacante no lado suíço, acho que pra embolar de vez a situação, Embolo entra em campo. Mais uns dois ou três chutes ao gol, mas balançar a rede mesmo, nada! Firmino de novo, Miranda, na cara do gol. Dramático-trágico o segundo tempo do jogo. Prorrogação. Será? Que nada! O empate indigesto teve que ser engolido. O churrasco e a pipoca perderam para as unhas roídas e aquela sobremesa, o chocolate, melhor deixar para outro oportunidade e as bombinhas também.

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