Notícias

Nossa crônica

11 mar 2018 às 20:05
Gosto de viajar. Gosto de sentir aquela sensação gostosa de poder conhecer pessoas, lugares, provar outros sabores, ver arquiteturas diferentes, ouvir sotaques que soam a mim doces perto do meu ‘r’ marcado de norte paranaense. Viajar permite a descoberta de espaços tecidos em tempos históricos distantes, os quais me conduzem a uma viagem ainda maior; uma viagem interior que me possibilita pensar no tempo, em pessoas que já estiveram no lugar onde estou, em vidas que ali se entrelaçaram, de sorrisos tantos que invadiram o ambiente... A viagem alimenta meu olhar, sustenta minha curiosidade de conhecer, sacia minha ânsia de tocar...tocar o tempo, tocar a história, tocar cheiros e sabores sem sair do presente. Viajar é mais que deslocar o corpo, pois recai sobre atiçar meu lado aventureiro para que ele me torne uma desbravadora, com olhos atentos para perceber os sutis detalhes, com olfato sensível para identificar novos olores, com boca gulosa para provar outros sabores... E, ainda, viajar permite que eu conheça mais a mim, coloca-me em confronto com vidas de linhas destoantes da minha, não para comparar ou igualar, mas para equiparar e concluir que em cada rincão há uma forma de vida, de cultura, de perceber o mundo. A maior viagem que a viagem me permite é sobre mim, fazendo-me entender que eu sou apenas uma fagulha face a tanto que o mundo oferece para conhecer. Por que viajar? Ora, pois, a viagem é experimentar, é fazer eu não me contentar com o que sou, é despertar o desejo para que eu seja outra, avance sempre, e nunca pare no caminho.

Continue lendo