Sem palavras
Então, eu, tão cheia de dizeres e cheia de saberes e cheia de quereres, sinto-me de mãos vazias, de mente vazia e de coração vazio. Uma inquietação vem me amedrontar, um incômodo vem azucrinar minha cabeça e me lembrar de tantas vezes em que me sentava para nada e, sem poder me controlar, rabiscava na folha ou na página digital em branco. Eu me via diante de tantas palavras. Não estou morta tampouco silenciou em mim o que sei, o que sinto. O fato é que estou sem palavras. Elas dançam em minha mente, elas se acomodam em meu coração, mas não vêm à ponta dos dedos para virar a poesia de outros dias. Pensei nos acontecimentos do mundo, refleti sobre os fatos locais, debrucei-me sobre mim e constatei que a poesia carece de um tempo para acomodar sentires, pensares, dizeres e quereres, passado esse tempo, ela se apresenta como a bela dona a encantar a poetisa, como a musa perfumada a por em êxtase quem dela se aproxima, como a diva a seduzir a escrita da moça que tanto a tem desejado.
Então, eu, tão cheia de dizeres e cheia de saberes e cheia de quereres, sinto-me de mãos vazias, de mente vazia e de coração vazio. Uma inquietação vem me amedrontar, um incômodo vem azucrinar minha cabeça e me lembrar de tantas vezes em que me sentava para nada e, sem poder me controlar, rabiscava na folha ou na página digital em branco. Eu me via diante de tantas palavras. Não estou morta tampouco silenciou em mim o que sei, o que sinto. O fato é que estou sem palavras. Elas dançam em minha mente, elas se acomodam em meu coração, mas não vêm à ponta dos dedos para virar a poesia de outros dias. Pensei nos acontecimentos do mundo, refleti sobre os fatos locais, debrucei-me sobre mim e constatei que a poesia carece de um tempo para acomodar sentires, pensares, dizeres e quereres, passado esse tempo, ela se apresenta como a bela dona a encantar a poetisa, como a musa perfumada a por em êxtase quem dela se aproxima, como a diva a seduzir a escrita da moça que tanto a tem desejado.