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Nossa crônica

12 nov 2017 às 21:44
Venho observando alguns comportamentos já há algum tempo. A escolha, porém, de só agora transformá-lo em texto tem um fator motivante, não sei se essa é a palavra adequada, para que assim o fizesse. Faleceu na última sexta-feira uma atriz carioca. Mulher bonita, jovem ainda, mas com um fardo doloroso nas costas: o câncer. Não apenas pelo que li, mas pelo que já vivenciei, imagino o que deve sentir uma pessoa cheia de energia ao ver sua vida sendo ceifada, paulatinamente, por uma doença quase sem cura. Frente à morte, impossível ao homem não refletir sobre a brevidade da vida e o quanto somos cristais que, com simples toque, quebra-se. Dito isso, quero voltar ao motivo que me fez escrever. Assisto, cada vez que uma pessoa famosa morre ou quando ocorre uma tragédia de grandes proporções, a um espetáculo midiático. Postagens com demonstrações de apreço aos montes, frases de impacto para dizer o quanto a pessoa era importante. Não sou contra alguém manifestar carinho, mas incomoda sobremaneira o exagero. Incomoda o fato de muitos, via rede social, banalizarem a dor da perda com a demasia. Antes de sexta-feira, a atriz estava esquecida pelos fãs, depois de sua morte uma enxurrada de postagens fez dela mais famosa morta que em vida. Sejamos coerentes quando o assunto envolve a perda de alguém, o exagero em nada contribui. Equilíbrio é, pois, sempre um
bom caminho.

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