O toque da borboleta
Quando a vi pela primeira vez, não pude reconhecer direito todos os sentimentos que explodiram em mim. Tinha o rosto alvo, olhar meigo, boca de traços finos, olhos sinceros. A face bem rechonchuda me fez sentir vontade de tocá-la. A voz era calma, em baixo tom e havia nela uma meiguice que reconheci logo como pureza. Não algo forçado, mas inato. A humildade daquela jovem era constrangedora. Algumas horas ao lado dela e entendi que a sinceridade e a pureza fizeram ali morada. De sua boca, ouvia palavras de fé. A religiosidade quase arcaica dava à menina um ar de santificação que só mesmo a conhecendo para conceber a dimensão do que digo. Passar horas ao lado dela foi um presente e, cada vez que ouvia sua voz agradecendo, pensava em como eu fora cruel comigo. Mil motivos, mais um talvez, tivera ela para fazer o que eu havia feito dias antes. Porém, diante de meus olhos, dançava a vida, embalada por uma canção simplória, mas carregada de sentidos. Na segunda vez que a vi, tive convicção de que a bondade era imanente a ela. Enquanto eu a analisava com olhos tão científicos e carregados de conhecimento sobre tantas situações, ela penetrou em minha alma e, pouco a pouco, foi me dizendo palavras tão sábias. Colocou uma a uma, de forma metafórica, apontando as minhas dores. Olhou em meus olhos e soube tirar deles o que nem mesmo os mais próximos puderam perceber. Na sua sincera percepção, desmantelou a mulher que se faz forte. Na sua meiguice, desconstruiu conceitos tão meus e me levou a uma viagem dentro de mim. Mais tarde nos despedimos, fiquei com o olhar dela no coração e o calor de um abraço amigo que me aquecerá nas horas em que a loucura quiser vendar meus olhos. Como borboleta que pousa suave e fica ali a emprestar sua beleza singela a quem a contempla, assim foi a presença daquela menina em minha vida. Não voou como anjo, tampouco como borboleta, mas saiu irradiando sua doçura por onde passar...
Quando a vi pela primeira vez, não pude reconhecer direito todos os sentimentos que explodiram em mim. Tinha o rosto alvo, olhar meigo, boca de traços finos, olhos sinceros. A face bem rechonchuda me fez sentir vontade de tocá-la. A voz era calma, em baixo tom e havia nela uma meiguice que reconheci logo como pureza. Não algo forçado, mas inato. A humildade daquela jovem era constrangedora. Algumas horas ao lado dela e entendi que a sinceridade e a pureza fizeram ali morada. De sua boca, ouvia palavras de fé. A religiosidade quase arcaica dava à menina um ar de santificação que só mesmo a conhecendo para conceber a dimensão do que digo. Passar horas ao lado dela foi um presente e, cada vez que ouvia sua voz agradecendo, pensava em como eu fora cruel comigo. Mil motivos, mais um talvez, tivera ela para fazer o que eu havia feito dias antes. Porém, diante de meus olhos, dançava a vida, embalada por uma canção simplória, mas carregada de sentidos. Na segunda vez que a vi, tive convicção de que a bondade era imanente a ela. Enquanto eu a analisava com olhos tão científicos e carregados de conhecimento sobre tantas situações, ela penetrou em minha alma e, pouco a pouco, foi me dizendo palavras tão sábias. Colocou uma a uma, de forma metafórica, apontando as minhas dores. Olhou em meus olhos e soube tirar deles o que nem mesmo os mais próximos puderam perceber. Na sua sincera percepção, desmantelou a mulher que se faz forte. Na sua meiguice, desconstruiu conceitos tão meus e me levou a uma viagem dentro de mim. Mais tarde nos despedimos, fiquei com o olhar dela no coração e o calor de um abraço amigo que me aquecerá nas horas em que a loucura quiser vendar meus olhos. Como borboleta que pousa suave e fica ali a emprestar sua beleza singela a quem a contempla, assim foi a presença daquela menina em minha vida. Não voou como anjo, tampouco como borboleta, mas saiu irradiando sua doçura por onde passar...