Quanto há para ver em Londrina?
Dediquei minha tarde ontem a passear pelo calçadão de Londrina e depois visitar aquele que seja, talvez, a expressão do que de mais popular temos na cidade, o Camelódromo.
Como é bom dar passos por caminhos que ficaram para trás, pois ainda que viva aqui, há muito tempo que a correria do dia-a-dia me tem levado a outros espaços, fazendo-me esquecer que o centro é onde vive a efervescência, onde circulam pessoas de todos os estilos, onde transita o povo; povo do qual também faço parte. Embora tenha sentido falta do velho coreto, que olhares, mais interessados na modernização da cidade do que na conservação de nosso passado histórico, julgaram por bem destruir, o calçadão ainda é o espaço em que circulam diferentes tipos sociais, onde a cultura popular se mostra viva, seja por meio de contadores de histórias, seja pelos enfáticos religiosos, o som da flauta boliviana que por aqui passeia, seja o moço a pular o círculo com as facas ou ainda o grupo de hippies que tornam aquele espaço único. Quem caminha por lá sabe que é impossível passar sem admirar cada personagem que faz do Calçadão o lugar cultural mais interessante da cidade. Não se trata de uma cultura clássica, mas sim de uma cultura que dá vida à cidade, é sua alma que emana verdadeiramente do povo. Depois de muito contemplar toda aquela formosura, que só valoriza quem sabe que o popular é a base de onde vieram ritmos, poemas, danças, músicas, decidi caminhar um pouco mais e ir a um lugar bastante diferente. Lojas que oferecem mercadorias diversas, que vão do luxo ao lixo, num espaço extremamente pequeno. Corredores apertados por onde se abre caminho com as mãos, ruídos, músicas de ritmos tão inusitados, roupas, equipamentos eletrônicos, decoração, sapatos, perfumes, maquiagem, instrumentos musicais, brinquedos e tantos outros itens, os quais não se podem nem enumerar. Impressionante a força que emana daquele lugar, são barulhos diversos, conversas, zunzuns, negociações, pechinchas, povo, povo, povo. Que delícia! Ao sair de lá, não pude deixar de me render à delícia de pastel vendido na pastelaria mais tradicional da cidade. Ainda sobrou tempo para transitar por ela, a rua Sergipe. Correr os olhos por seus prédios antigos tão judiados pelas decorações comerciais. Ver a antiga rodoviária que tem servido de palco para exposições que nada tem a ver com o comércio popular em seu derredor. Caminhar pela calçada tão maltratada por carriolas. Mas nada disso importa, o que importa é saber que Londrina vive nesses espaços tão populares, saber que cada pessoa que por ali transita faz parte do que se chama cidade e, para além disso, são espaços que fazem essa cidade ser bela, ser única, ser a Londrina amada pelos paranaenses.
Dediquei minha tarde ontem a passear pelo calçadão de Londrina e depois visitar aquele que seja, talvez, a expressão do que de mais popular temos na cidade, o Camelódromo.
Como é bom dar passos por caminhos que ficaram para trás, pois ainda que viva aqui, há muito tempo que a correria do dia-a-dia me tem levado a outros espaços, fazendo-me esquecer que o centro é onde vive a efervescência, onde circulam pessoas de todos os estilos, onde transita o povo; povo do qual também faço parte. Embora tenha sentido falta do velho coreto, que olhares, mais interessados na modernização da cidade do que na conservação de nosso passado histórico, julgaram por bem destruir, o calçadão ainda é o espaço em que circulam diferentes tipos sociais, onde a cultura popular se mostra viva, seja por meio de contadores de histórias, seja pelos enfáticos religiosos, o som da flauta boliviana que por aqui passeia, seja o moço a pular o círculo com as facas ou ainda o grupo de hippies que tornam aquele espaço único. Quem caminha por lá sabe que é impossível passar sem admirar cada personagem que faz do Calçadão o lugar cultural mais interessante da cidade. Não se trata de uma cultura clássica, mas sim de uma cultura que dá vida à cidade, é sua alma que emana verdadeiramente do povo. Depois de muito contemplar toda aquela formosura, que só valoriza quem sabe que o popular é a base de onde vieram ritmos, poemas, danças, músicas, decidi caminhar um pouco mais e ir a um lugar bastante diferente. Lojas que oferecem mercadorias diversas, que vão do luxo ao lixo, num espaço extremamente pequeno. Corredores apertados por onde se abre caminho com as mãos, ruídos, músicas de ritmos tão inusitados, roupas, equipamentos eletrônicos, decoração, sapatos, perfumes, maquiagem, instrumentos musicais, brinquedos e tantos outros itens, os quais não se podem nem enumerar. Impressionante a força que emana daquele lugar, são barulhos diversos, conversas, zunzuns, negociações, pechinchas, povo, povo, povo. Que delícia! Ao sair de lá, não pude deixar de me render à delícia de pastel vendido na pastelaria mais tradicional da cidade. Ainda sobrou tempo para transitar por ela, a rua Sergipe. Correr os olhos por seus prédios antigos tão judiados pelas decorações comerciais. Ver a antiga rodoviária que tem servido de palco para exposições que nada tem a ver com o comércio popular em seu derredor. Caminhar pela calçada tão maltratada por carriolas. Mas nada disso importa, o que importa é saber que Londrina vive nesses espaços tão populares, saber que cada pessoa que por ali transita faz parte do que se chama cidade e, para além disso, são espaços que fazem essa cidade ser bela, ser única, ser a Londrina amada pelos paranaenses.