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Nossa crônica

05 out 2017 às 08:52
Não, obrigada!
Meus leitores sabem o quanto gosto de Londrina. A cidade é minha musa inspiradora e a ela já dediquei muitas de minhas crônicas. Quando escrevo sobre o Calçadão então, gosto de enfatizar ainda mais como me atrai aquele espaço de onde a efervescência cultural aflora. Teatro, dança, religião, comércio popular, lá dialogam linguagens diversas que muito me atraem e, sempre que posso, paro e contemplo. Hoje, no entanto, caminhando por ele, foi outra situação que me chamou a atenção. Quer chip da Oi, senhora? Quer chip da Tim? Compro ouro! Vem cá que vou ler sua mão! Quer fazer empréstimo? Tem cartão de crédito? Quer fazer faculdade? Nossa! Quase fiquei sem fôlego de tanto dizer não, obrigada. Lembrei-me que, dia desses, vi um comentário sobre isso nas redes sociais. Mas vivenciar a situação é diferente. Respeito as pessoas que estão lá realizando seu trabalho, mas tenho que dizer que a abordagem constante, para mim, foi tão invasiva que deixei de pôr meus olhos naquilo que sempre os deteve. Quando for passar por lá de novo, vou levar uma placa de ‘não, obrigada’!

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