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Nossa crônica

Por Cláudia Bergamini
27 dez 2017 às 19:32

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Vamos caminhando para o final de mais um ano. Momento em que, querendo ou não, colocamos na balança tudo o que vivemos, tudo o que perdemos, tudo o que sofremos, tudo o que nos fez alegrar-se, mas não colocamos os quilinhos que engordamos, porque, para isso, melhor deixar a balança de lado. A verdade é que, no final do ano, é hora de analisar as estatísticas e mais uma vez começarmos o processo dialético que é a vida. Janeiro é tempo de euforia, férias, replanejamentos, até chegarem os presentinhos indesejados com vários is: IPVA, IPTU, IR. Em fevereiro a gente fica mais alegrinho, Carnaval, cegos que somos e ansiosos por festejar, deixamos a euforia falar mais alto e brindamos ao prazer de comemorar. Março é tempo de reflexão, promessas, abdicação, até chegar abril e, com ele, a Páscoa, momento de celebrar a vida. Maio e junho são encantadores, Dias das Mães e Dias dos Namorados são mel e poesia para o coração daquele que está meio descontentinho, que ainda pode dançar a quadrilha e esquecer as danças justas da vida. Julho, outra euforia, férias, ao menos escolares, para aquecer o mês que costuma ser bem geladinho. Agosto é época mais tensa, estiagem, momento de fechar a mão a fim de não ficar endividado ou pagar as contas para sobrar para o final do ano que parece já dar o ar da graça. Setembro e outubro são leves, feriados à vista, tempo de tirar o mofo deixado pelo inverno e permitir que o sol renove nossas energias. Novembro, quantos planos! Além dos feriados que fazem a gente ganhar fôlego para o restinho de ano. Dezembro é agito, prepara ceia aqui, confraterniza acolá, entrega um presente para fulano, outro para cicrano e, de repente, estamos brindando com Chandon ou Cereser, mas o importante é brindar, celebrar a vida e planejar sempre. Os planos, concretizados ou não, nos permitem acreditar na renovação, acreditar que tudo pode ser igual se foi bom, mas sobretudo, que pode ser diferente e muito melhor. Feliz Ano Novo!!!
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