Passada a euforia da festa mais popular, retomo as atividades que pausei por conta do feriado. O relógio desperta junto com os primeiros raios de sol, quando tem sol nesta terra que anda tomada pela chuva. Mal abro os olhos e começo a organizar a agenda do dia, colocando cada item em sua ordem. Nem sempre dá tempo de fazer tudo o que gostaria, faltam horas no dia para cumprir todas as tarefas e aí me pego com aquela bendita expressão ‘se...’. Se eu não tivesse saído alguns minutos atrasada teria conseguido tal coisa, se eu não tivesse esquecido de enviar aquele e-mail teria acontecido aquilo, se eu não tivesse mudado de ideia sobre o assunto, não estaria agora com esse problema. São vários ‘ses’ ao longo do dia e mais ainda ao longo da vida. A questão é que a gente não entende que as coisas acontecem porque têm de acontecer, e as mudanças só são possíveis porque lá atrás o que esquecemos de fazer, o que fizemos e não deveríamos ter feito é que vão direcionar o modo como estamos hoje. Nenhuma ação é vazia, nenhum instante é nulo, para entender isso, é preciso olhar para o que temos em mãos agora. Mudar o passado é impossível, tornar o presente outro, também, o é; mas o futuro, ah... este eu posso reinventar a cada dia, planejando ações e escolhendo o que é essencial como atitude para o meu bem-estar. Todos os dias temos a oportunidade de mudar de atitude, temos a oportunidade de iniciar uma nova história, se (aí sim o ‘se’ entra na nossa vida) eu desejar que o novo aconteça, se eu quiser de fato que meu futuro seja diferente de meu presente, se eu sonhar com o gosto da mudança e permitir que ela aconteça; então, eu poderei dizer que se eu não tivesse ousado mudar, minha vida não seria a maravilha de agora.