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Nossa crônica

25 out 2017 às 22:51
Se alguém perguntar por mim, diz que eu fui por aí... que delícia ouvir essa frase na voz do saudoso Luiz Melodia. Penso que, algumas vezes, seria mais gostoso ainda se a gente pudesse sair por aí. Andar sem ter de olhar no relógio, cumprir as rotinas que a vida impõe. Não levaria violão, porque não toco, mas levaria muitas folhas em branco e nelas colocaria os versos que não tenho tempo de escrever, terminaria os contos começados e deixados por falta de tempo. As Marianas que esperam ter suas vidas direcionadas pelas mãos do narrador; Carlos Lemos que aguarda um momento de encontrar Fernanda. Ah!!! Digam que eu fui por aí, levando comigo as folhas que voltarão repletas de histórias, digam que a madrugada não me encontrará mais dormindo e dormindo... A noite voltará a ser minha musa inspiradora de versos ardentes, de alegrias contidas, de tristezas escondidas e de vontades proibidas. Se você deseja sair por aí, vamos combinar e fugir juntos. Tomar aquela cerveja gelada; dar uma boa gargalhada; torcer pro time ganhar; brindar a vida livre, sem relógio; sem protocolo, reunião, rotina... Vamos sair por aí até a saudade apertar e o coração pedir pra voltar, porque os sonhos são momentos doces de ilusão, mas o que de fato nos faz homens é a vida, vivida dia após dia, rotina sempre em construção.

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