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Nossa crônica

10 dez 2017 às 22:49
Relato de um pioneiro
Cheguei até aqui, meus olhos se perderam na imensidão do mar vermelho que formava o solo, da longitude do verde vibrante da mata a ser arroteada, na infinitude azul do céu de andorinhas. Foi devagarinho que vi essa porção de terra fértil ser desbravada; foi devagarinho que minhas mãos foram ajudando a construir a cidade imponente que vejo hoje; foi devagarinho que vi se juntarem mãos vindas de partes tantas, trabalhando na construção de um novo espaço. Cheguei até aqui e bem pouco havia. Na praça eram vendidos porcos, frangos caipira, queijo, latas com gordura, linguiça... As pessoas se reuniram em torno do vendedor e do produto, este muitas vezes ainda estava vivo. Cheguei até aqui e comigo muitas pessoas vindas de outras regiões. Meus olhos foram gostando da terra vermelha, percebi a fertilidade dela, pois qualquer semente lançada, logo, virava fruto. Cheguei até aqui e senti, no meu coração, a grandiosidade que emanava deste lugar. Foi bem rápido que vislumbrei que não tardaria e o espaço se tornaria uma grande cidade. À medida que o tempo foi passando, outros povos foram chegando, gente vinda de várias regiões do país e do mundo. Olhos e cor da pele diferentes, diferente língua, diferentes hábitos e cultura. Toda essa mistura fez desse pedacinho do Paraná um lugar mais que especial, acolhedor, lugar que abarca formas distintas de pensar, que abarca formas diversificadas de viver, culturas das mais variadas, as quais formaram a cultura sincrética londrinense. Londrina, que completou ontem 83 anos, dentro da sua grandiosidade, abriga com carinho os seus visitantes e moradores. Londrina, essa cidade que, embora ainda menina, se faz imponente, impetuosa no Norte do Paraná, lugar do r puxado, do frio dolorido, do sol ardido, de gente de pé no chão vermelho, pisando a terra de onde brotam café, trigo, soja, onde pasta o gado, onde flui o comércio. Cidade de calçadão formoso, cidade da escola de teatro, do Festival de música e o de Dança. Tudo isso faz de Londrina uma menina mais que especial, a querida menina moça do Norte Paranaense

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