Não me iluda que lá no fundo todos têm um amor que ressoa no peito e o aperta como aquele nó de escoteiro. Um amor que faz virar à noite na cama, não dormir, soluçar, sorrir, tudo sem uma lógica explicação. Do sonho ele é companhia, miragem, fascinação. Um amor bem maluco, que sobrevive à distância e à solidão. Gente, não sou só eu que tenho a sensação de uma dor bem profunda que dilacera alma, corpo e coração. Não sou a única a sentir uma vontade insana de sair em direção do dono das sensações que me tiram a razão. Eu sei que não sou eu apenas que tenho um amor avassalador, intrometido, cheio de satisfação, dono de si e de mim e de minha lúcida percepção. Coloca-me em estado de verão, brasa, fogo, sem solução. Leva-me à Primavera, perfumada, enebriada, rendida às cores e às flores da estação. Deixa-me em inverno, frio, sombrio, sem abrigo, sem calor, gélida noite, devastadoras horas de tensão. Traz-me ao outono, sorriso amarelo, folhas ao chão, sem esperança,
tudo vão.
Não sou eu apenas que sinto o vazio de um amor cheio de defeitos, de abismos, de medos e de lembranças apenas de tardes e noites de loucura, sexo, amor, sedução.
tudo vão.
Não sou eu apenas que sinto o vazio de um amor cheio de defeitos, de abismos, de medos e de lembranças apenas de tardes e noites de loucura, sexo, amor, sedução.