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Nossa crônica

30 mai 2018 às 20:42
Maio de 2018 se despede de nós hoje. Começou com um feriado, o dia do trabalhador, e termina de igual maneira, Corpus Christi. Para os gregos, maio era o mês da deusa Artemisa, a deusa da fecundidade; para os romanos, era dedicado à Flora, a deusa da vegetação; no século XVII, a Igreja institui maio o mês de homenagem à Maria e, ainda, por ser um mês de flores na Europa por causa da chegada da primavera lá, é o mês das noivas. Todas essas datas têm origens históricas e permaneceram entre os homens. Para nós, brasileiros, este maio de 2018 também se tornará um mês histórico. Momento em que bandeiras se ergueram para fazer do fim do mês um espaço de greve em socorro do Brasil ou um movimento de interesses corporativos? O mês em que os trabalhadores se cansaram de ter uma justiça do trabalho agindo como justiça capital? Não sei! Porque esse é assunto que merece estar numa crônica só para ele. Política à parte, maio foi o mês da escolha da seleção brasileira e os apaixonados por futebol, e os mais ou menos apaixonados também, pararam para ouvir o anúncio dos meninos que vão vestir o Brasil no peito e levá-lo no pé para a Rússia. Não tarda e o coração brasileiro, que anda bem desanimadinho, vai vibrar, determinado, ao assistir aos jogos. E isso é bom! Porém, alegria nenhuma vai apagar os dias de tensão deste fim de maio e que se prenunciam para junho. Fechamos a conta e passamos a régua nos dias difíceis de um mês cheio de festividades que termina com um saborzinho revoltoso de fila, carestia, prejuízos, prejuízos...

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