Londrina e Maringá abrem no domingo, no estádio do Café, em Londrina, o duelo por uma vaga nas semifinais do Campeonato Paranaense 2015. O encontro, recheado sempre de muita rivalidade, é uma reedição da final do ano passado, vencida dramaticamente pelo Tubarão nos pênaltis, em pleno território maringaense.
Apesar da Zebra viver melhor momento, a expectativa é por dois jogos marcados pelo equilíbrio. E o NOSSODIA vai tentar explicar o porquê: destrinchamos as duas equipes e traçamos um ‘raio-x’ para descobrir as principais diferenças e semelhanças delas em relação a 2014. Vamos utilizar sete tópicos para esmiuçar qualidades e deficiências de cada uma.
TÉCNICOS
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Claudio Tencati, de 41 anos, é um aluno da escola moderna de treinadores de futebol. Detalhista, é conhecido por ser um estudioso do futebol. Faz o estilo mais polido e evita polêmicas. Assim, trouxe o LEC de volta à elite do futebol paranaense em 2011, e conquistou o tetra estadual e o acesso à Série C em 2014. Prestes a completar quatro anos no LEC, é o técnico há mais tempo comandando um mesmo time no Brasil.

Claudemir Sturion, de 51 anos, é um treinador à moda antiga. Faz o estilo "boleirão" e não foge de uma polêmica.
Mantido no cargo para 2015, balançou após o início ruim do Maringá, mas foi bancado pela diretoria e recuperou a equipe a tempo de garantir a quarta melhor campanha da primeira fase.
TIMES
O Londrina manteve cinco titulares da campanha vitoriosa do Estadual de 2014: o goleiro Vítor, o zagueiro Dirceu, o volante Diogo Roque, o meia Celsinho e o atacante Arthur.
O Maringá mudou mais. São nove jogadores diferentes em relação ao time titular que fez a final diante do LEC no ano passado. Sobraram apenas o zagueiro Fabiano e o volante Serginho Paulista.
ESQUEMA TÁTICO
O Londrina não mudou seu esquema tático para 2015. Utiliza o mesmo 4-4-2. Mas em vez de dois meias, como o time campeão, agora o meio campo tem mais um volante. A volta de Diogo Roque dá liberdade para Germano e Bidia auxiliarem Celsinho na armação de jogadas. Ao lado de Joel, em 2014, Arthur jogava mais livre e voltou a jogar assim depois da tentativa como referência não dar certo.
O Maringá mudou muitas peças e um pouco da forma de jogar. O esquema é o mesmo 4-4-2, também com três volantes. Ítallo atua mais recuado, enquanto Serginho Paulista e Eurico têm função de marcar e ajudar Danilo Rios – substituto de Max – na criação. O ataque agora tem uma referência: Rafael Santiago, que joga ao lado do velocista Edmar. Em 2014, Gabriel Barcos e Cristiano formavam um ataque flutuante.
PONTO FORTE X PONTO FRACO
O LEC tem a melhor defesa do futebol brasileiro neste início de temporada, com apenas quatro gols sofridos em 13 jogos, contando o amistoso contra o Cruzeiro, na pré-temporada, e o jogo com o Santos, pela primeira fase da Copa do Brasil. Em compensação, o ataque do LEC marcou apenas nove vezes e é o segundo pior entre os oito clubes que ainda brigam pelo título – está a frente apenas do FC Cascavel, que marcou sete gols.
Com 17 gols marcados, o Maringá tem o melhor ataque do Estadual, ao lado de Coritiba e Operário. Já a defesa maringaense é a mais vazada entre os oito times da segunda fase, com 13 gols sofridos.
DESTAQUES
Celsinho, de 25 anos, vivia uma relação de amor e ódio com o torcedor do LEC até o final do ano passado. Mas tornou-se peça fundamental em 2015, a ponto da equipe sentir sua ausência quando não joga e isso, provavelmente, ocorrerá no primeiro jogo das quartas de final. O meia-atacante é o homem das bolas paradas, anotou um gol e deu três assistências.
Danilo Rios veio do Remo-PA para o Maringá. O meia de 26 anos é um típico camisa 10. Canhoto, é o cérebro do time maringaense. É considerado um dos melhores jogadores do campeonato e já desperta interesse de outros clubes. Rios marcou um gol e deu duas assistências.
ARTILHEIROS
Londrina
Dirceu (zagueiro) – 2 gols
Com o ataque do Tubarão em baixa coube ao beque uma dupla missão. Além de ser o pilar da defesa alviceleste, o "Capitão do Tetra" ainda balançou as redes adversárias duas vezes no certame.
Maringá
Rafael Santiago (centroavante) – 6 gols
O curitibano de 30 anos chegou ao Maringá como aposta após uma boa passagem pelo Rio Verde, onde foi artilheiro da Segundona do Goianão, com 11 gols. Com um início fulminante, com quatro gols em quatro jogos, logo fez o torcedor esquecer Cristiano, ídolo e artilheiro maior do torneio do ano passado, com 10 gols. O bom desempenho rendeu até apelido: Santiagol.
CAMPANHA
NA 1a FASE
Londrina: somou 18 pontos e terminou a primeira fase na quinta posição. Foram 5 vitórias, 3 empates e 3 derrotas.
Maringá: fez
20 pontos e foi o quarto colocado, com 6 vitórias, 2 empates e 3 derrotas.