Medo e insegurança são as palavras do momento na Gleba Palhano, zona sul de Londrina, após duas agências bancárias serem atacadas em plena luz do dia. As ações foram registradas na Avenida Madre Leônia Milito, nas últimas segundas-feiras (10 e 17 de abril). A distância de um banco para outro é de aproximadamente 100 metros. Motivos não faltam, nas duas ocasiões vários tiros foram disparados por criminosos e seguranças. Trabalhadores e moradores no meio do "fogo cruzado".
Segundo eles, as marcas não estão apenas nos veículos, paredes e vidraças dos estabelecimentos, mas na alma de cada um. "Não levaram só a nossa seguridade, mas também a estabilidade emocional", desabafa a gerente de uma loja de móveis e decorações, que pediu para não ter o nome divulgado.
No último atentado, segundo a polícia, o objetivo dos assaltantes era levar um malote que estava em posse dos seguranças, enquanto eles tentavam acessar o banco. Após os tiros de revide, os ladrões escaparam sem levar o dinheiro. A área é nobre e bem monitorada. Há câmeras praticamente em todos os endereços. Porém nem a luz do dia incomodou a quadrilha. Trabalhando a poucos metros do local, a gerente assistiu ao tiroteio e conta como foi ficar, literalmente, no meio do fogo cruzado.
"Ficamos todos deitados no chão. Foi feio demais, os bandidos estacionaram o carro nesta esquina (com a rua Dimas de Barros) e começaram a disparar. Eram quatro homens encapuzados, um ficou dentro do veículo, os outros atirando em direção aos seguranças do banco. Foram vários tiros, os seguranças revidaram ao ataque com rapidez. Os criminosos fugiram em seguida pela Avenida Madre Leônia Milito em direção a Higienópolis", relembra os momentos de terror. "Encontramos muitas dificuldades para continuar o trabalho", admite.
Tiros atingiram vários pontos ao redor da agência
Segundo eles, as marcas não estão apenas nos veículos, paredes e vidraças dos estabelecimentos, mas na alma de cada um. "Não levaram só a nossa seguridade, mas também a estabilidade emocional", desabafa a gerente de uma loja de móveis e decorações, que pediu para não ter o nome divulgado.
No último atentado, segundo a polícia, o objetivo dos assaltantes era levar um malote que estava em posse dos seguranças, enquanto eles tentavam acessar o banco. Após os tiros de revide, os ladrões escaparam sem levar o dinheiro. A área é nobre e bem monitorada. Há câmeras praticamente em todos os endereços. Porém nem a luz do dia incomodou a quadrilha. Trabalhando a poucos metros do local, a gerente assistiu ao tiroteio e conta como foi ficar, literalmente, no meio do fogo cruzado.
"Ficamos todos deitados no chão. Foi feio demais, os bandidos estacionaram o carro nesta esquina (com a rua Dimas de Barros) e começaram a disparar. Eram quatro homens encapuzados, um ficou dentro do veículo, os outros atirando em direção aos seguranças do banco. Foram vários tiros, os seguranças revidaram ao ataque com rapidez. Os criminosos fugiram em seguida pela Avenida Madre Leônia Milito em direção a Higienópolis", relembra os momentos de terror. "Encontramos muitas dificuldades para continuar o trabalho", admite.
Fotos: Paulo Monteiro

Tiros atingiram vários pontos ao redor da agência
Portas fechadas
O comerciante busca alternativas para não se tornar o próximo alvo dos bandidos. "As portas ficam fechadas. Além disso, deixamos de atender até as 19 horas. Hoje fechamos a loja antes das 18h. Mas não há muito o que fazer", lamenta. "Os riscos são muitos. Além de tantas moradias e comércios ao redor, os pedestres e motoristas circulam por aqui durante todo o dia", alerta.
A funcionária de um supermercado, que mora em outra região da cidade, revela que não esperava assistir tantos casos de violência na Gleba Palhano. "No meu bairro eu escuto tiros de vez em quando. Mas, desde o primeiro tiroteio aqui na Gleba, passei a trabalhar com medo", desabafa. "Mexemos o tempo todo com dinheiro, sei que isso (assalto) pode acontecer com a gente a qualquer hora", observa a frente de caixa Daniele Amaro Ferreira. (P.M.)
O comerciante busca alternativas para não se tornar o próximo alvo dos bandidos. "As portas ficam fechadas. Além disso, deixamos de atender até as 19 horas. Hoje fechamos a loja antes das 18h. Mas não há muito o que fazer", lamenta. "Os riscos são muitos. Além de tantas moradias e comércios ao redor, os pedestres e motoristas circulam por aqui durante todo o dia", alerta.
A funcionária de um supermercado, que mora em outra região da cidade, revela que não esperava assistir tantos casos de violência na Gleba Palhano. "No meu bairro eu escuto tiros de vez em quando. Mas, desde o primeiro tiroteio aqui na Gleba, passei a trabalhar com medo", desabafa. "Mexemos o tempo todo com dinheiro, sei que isso (assalto) pode acontecer com a gente a qualquer hora", observa a frente de caixa Daniele Amaro Ferreira. (P.M.)
Imagens podem identificar os suspeitos
De acordo com o porta-voz do 5° Batalhão de Polícia Militar, tenente Emerson Castro, até a tarde da última terça-feira nenhum suspeito havia sido detido. Já o delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Osmir Ferreira Neves, responsável pela investigação, um suspeito havia sido preso momentos após a segunda ação criminosa. No entanto, inicialmente, ele não teria vínculo com a tentativa de assalto. Neves informou ainda que o setor de furtos e roubos da 10ª SDP teve acesso aos vídeos gravados pelas câmeras de vigilância da agência bancária e que trabalha para identificar os suspeitos. Porém, até a tarde de terça-feira, ninguém havia sido preso pelos crimes. (P.M.)
De acordo com o porta-voz do 5° Batalhão de Polícia Militar, tenente Emerson Castro, até a tarde da última terça-feira nenhum suspeito havia sido detido. Já o delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Osmir Ferreira Neves, responsável pela investigação, um suspeito havia sido preso momentos após a segunda ação criminosa. No entanto, inicialmente, ele não teria vínculo com a tentativa de assalto. Neves informou ainda que o setor de furtos e roubos da 10ª SDP teve acesso aos vídeos gravados pelas câmeras de vigilância da agência bancária e que trabalha para identificar os suspeitos. Porém, até a tarde de terça-feira, ninguém havia sido preso pelos crimes. (P.M.)