Sem cobertura ou em situação precária, os pontos de ônibus do Conjunto Lindoia, na Zona Leste de Londrina, são alvo do descontentamento de usuários e uma série de reclamações. Na Rua Centenário do Sul, um toco de árvore é o lugar de parada do coletivo na altura do número 200. E não faltam histórias de descontentamento. Debaixo de duas árvores que fazem uma sombra dita honesta, a diarista Ezilda Peres da Silva, 48 anos, aguarda o carro que faz a linha 110. "Do Terminal Central vou até o Oeste e pego outro até o Leonor, onde moro. Aqui é assim mesmo, a gente se protege do sol e da chuva debaixo das árvores, mas poderia ser melhor, até porque chego a ficar 30, 40 minutos no ponto de ônibus", relata.
Por volta de 16h30, o ônibus aponta, faz a conversão e a diarista respira fundo para explicar. "Não, ele não me pega agora, ainda vai lá em cima e depois retorna."
O aposentado José Roberto Pieretti, 60 anos, considera que uma associação de moradores unida teria força para lutar por benfeitorias no bairro. "Moro aqui há 33 anos. Praticamente até 1985, 1986, tava bom e a gente ia atrás. Mas com o passar do tempo, ficamos assim, com essa estrutura precária." Para indicar o ponto mais próximo, explica: "É ali, entre a árvore e o poste, mas não tem ponto, é onde tem a raiz da árvore. Somos sacrificados e somos obrigados a esperar 40 minutos pelo transporte sem o mínimo de estrutura", desabafa. "Os horários de pico são de amargar, pois o intervalo entre um ônibus e outro, é muito grande", soma às reclamações. Pieretti ainda reflete: "Somos 30 mil eleitores, 30 mil contribuintes e não olham para nós", reflete.
Na Rua Centenário do Sul, um toco de árvore é o lugar de parada do coletivo

Padrão Superbus é sonho de consumo na cidade: tem cobertura, acento e encosto
Respostas da CMTU e Ippul
Em atendimento à reportagem do jornal NOSSODIA, a assessoria de imprensa da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) esclareceu que dos 2600 pontos de ônibus da cidade, apenas 100 são do modelo palito. "Foram trocados mais de 350 pontos e alguns locais não permitem a instalação de pontos cobertos.
"A calçada precisa ter o mínimo de infraestrutura. Onde há uma árvore e uma lixeira, por exemplo, fica inviável".
Ainda de acordo com informações da assessoria, dos pontos que exigem remoção e mudança, a população é consultada e, dependendo da nova localização do ponto, a própria população prefere manter do jeito que é e no lugar onde está.
O diretor de planejamento do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Humberto Leal, explicou que o novo padrão contempla apenas o trecho onde os superbus circulam. "Os pontos que serão retirados serão remanejados e reaproveitados. Assim, tudo será melhorado e nossa expectativa é que até julho de 2017 os novos 85 pontos com cobertura já estejam instalados", disse. (W.V.)
Por volta de 16h30, o ônibus aponta, faz a conversão e a diarista respira fundo para explicar. "Não, ele não me pega agora, ainda vai lá em cima e depois retorna."
O aposentado José Roberto Pieretti, 60 anos, considera que uma associação de moradores unida teria força para lutar por benfeitorias no bairro. "Moro aqui há 33 anos. Praticamente até 1985, 1986, tava bom e a gente ia atrás. Mas com o passar do tempo, ficamos assim, com essa estrutura precária." Para indicar o ponto mais próximo, explica: "É ali, entre a árvore e o poste, mas não tem ponto, é onde tem a raiz da árvore. Somos sacrificados e somos obrigados a esperar 40 minutos pelo transporte sem o mínimo de estrutura", desabafa. "Os horários de pico são de amargar, pois o intervalo entre um ônibus e outro, é muito grande", soma às reclamações. Pieretti ainda reflete: "Somos 30 mil eleitores, 30 mil contribuintes e não olham para nós", reflete.
Walkiria Vieira

Na Rua Centenário do Sul, um toco de árvore é o lugar de parada do coletivo
‘Briguei com Jesus’
Entre a expectativa e a realidade, a aposentada Isabel Lúcia Bento, 62 anos, afirma que existe uma distância grande. Diante de uma parada de ônibus, dá sua opinião. "Isso não é ponto. Isso é um rascunho." O totem solitário, ao qual se refere, está fixado na altura do número 400 da Rua Centenário do Sul, também conhecida como a rua do ônibus.
Mais adiante, um ponto com cobertura e até um banco de concreto ganha explicação: "Tá assim ainda porque eu e uma vizinha fomos atrás. Caiu uma árvore e estava prestes a derrubar o ponto todo, então fomos até a CMTU, explicamos que é muito idoso debaixo de sol e chuva e cheguei a brigar com Jesus", refere-se ao gerente de transportes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina, Wilson de Jesus.
"Estava dando a maior confusão porque nem os motoristas queriam mais parar lá. A gente paga passagem cara e na hora de pedir uma melhoria, a gente tem que brigar e até ser mal educado", ressente-se.
A também aposentada Maria Aparecida Bento, 66 anos, considera que o mínimo de benfeitorias deveria ser feito. "Esses pontos, nem pra sol presta. Bonito, com vidro, só na Palhano", compara ao lado novo da cidade, na zona sul. "Mas aqui é Lindoia. Isso é discriminação porque para nós aqui não tem nada de bom", lamenta. (W.V.)
Entre a expectativa e a realidade, a aposentada Isabel Lúcia Bento, 62 anos, afirma que existe uma distância grande. Diante de uma parada de ônibus, dá sua opinião. "Isso não é ponto. Isso é um rascunho." O totem solitário, ao qual se refere, está fixado na altura do número 400 da Rua Centenário do Sul, também conhecida como a rua do ônibus.
Mais adiante, um ponto com cobertura e até um banco de concreto ganha explicação: "Tá assim ainda porque eu e uma vizinha fomos atrás. Caiu uma árvore e estava prestes a derrubar o ponto todo, então fomos até a CMTU, explicamos que é muito idoso debaixo de sol e chuva e cheguei a brigar com Jesus", refere-se ao gerente de transportes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina, Wilson de Jesus.
"Estava dando a maior confusão porque nem os motoristas queriam mais parar lá. A gente paga passagem cara e na hora de pedir uma melhoria, a gente tem que brigar e até ser mal educado", ressente-se.
A também aposentada Maria Aparecida Bento, 66 anos, considera que o mínimo de benfeitorias deveria ser feito. "Esses pontos, nem pra sol presta. Bonito, com vidro, só na Palhano", compara ao lado novo da cidade, na zona sul. "Mas aqui é Lindoia. Isso é discriminação porque para nós aqui não tem nada de bom", lamenta. (W.V.)
Ricardo Chicarelli

Padrão Superbus é sonho de consumo na cidade: tem cobertura, acento e encosto
Respostas da CMTU e Ippul
Em atendimento à reportagem do jornal NOSSODIA, a assessoria de imprensa da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) esclareceu que dos 2600 pontos de ônibus da cidade, apenas 100 são do modelo palito. "Foram trocados mais de 350 pontos e alguns locais não permitem a instalação de pontos cobertos.
"A calçada precisa ter o mínimo de infraestrutura. Onde há uma árvore e uma lixeira, por exemplo, fica inviável".
Ainda de acordo com informações da assessoria, dos pontos que exigem remoção e mudança, a população é consultada e, dependendo da nova localização do ponto, a própria população prefere manter do jeito que é e no lugar onde está.
O diretor de planejamento do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Humberto Leal, explicou que o novo padrão contempla apenas o trecho onde os superbus circulam. "Os pontos que serão retirados serão remanejados e reaproveitados. Assim, tudo será melhorado e nossa expectativa é que até julho de 2017 os novos 85 pontos com cobertura já estejam instalados", disse. (W.V.)