Três passageiros acabaram feridos após o ônibus atolar às margens do Lago Norte, no Conjunto Milton Gavetti, na zona norte de Londrina. O acidente aconteceu no dia 3 de janeiro. Porém uma das passageiras, Lídia Bradal, 71 anos, ainda corre riscos de morte no Hospital Evangélico, onde permanece internada, sedada e entubada.
No dia do acidente, o coletivo teria deixado o Terminal Milton Gaveti em ao Terminal Ouro Verde, também na zona norte. A viagem foi interrompida quando descia a avenida Águia Imperial, no Jardim Paraíso. Segundo as informações da época, o ônibus não diminuiu a velocidade suficientemente para contornar a rotatória e avançou sobre a vegetação. O veículo só não mergulhou no lago porque atolou antes.
De acordo com um familiar, Lídia estaria internada em coma induzido no Hospital Evangélico. Ela teria sido internada logo depois do acidente, no SUS (Sistema Único de Saúde). Porém teria recebido alta médica após alguns dias. Segundo o familiar, Lídia teria deixado o hospital com fraturas na região das costelas e o seu quadro de saúde se agravou. Ela então retornou ao hospital em estado grave. O familiar disse que a segunda internação foi em um leito particular do Evangélico, e que o tratamento estaria sendo mantido pela TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina), proprietária do veículo.
De acordo com a assessoria do Hospital Evangélico, Lídia continuava internada na UTI do Evangélico até o início da semana, sedada e entubada desde o dia 1° de fevereiro. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)
TERMO DE OUTORGA
Por meio da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), as exigências da administração pública estão no termo de outorga a título de concessão (001/2004), para operação do serviço público de transporte coletivo de passageiros, concedida para a empresa Transportes Coletivos Grande Londrina LTDA.
A cláusula 16ª deste termo, Da Responsabilidade, diz que "a Concessionária responderá por todos os prejuízos causados ao poder concedente, aos usuários ou a terceiros, por atos de seus empregados ou prepostos, em decorrência das atividades inerentes, acessórias ou complementares ao serviço concedido". (P.M.)
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RESPOSTA DA EMPRESA
A reportagem encaminhou um e-mail solicitando informações para a assessoria de imprensa da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina), proprietária do ônibus. Entre as perguntas, sobre a veracidade do fato, assistência prestada pela empresa, como seguro aos passageiros, e qual seria o estado de saúde de cada passageiro vítima deste acidente. Porém a nota se resumiu "a Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) informa que está tomando todas as providências possíveis para atender à passageira mencionada na reportagem". (P.M.)