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No Jardim Planalto - Matagais em série deixam moradores ilhados

26 mar 2017 às 20:07

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Num mato sem cachorro. Mais que força de expressão, foi exatamente essa experiência que a dona de casa Juvenila da Cunha, 50 anos, viveu recentemente, quando o cachorro de estimação da família saiu de casa e enroscou a guia em um dos terrenos tomados por mato na rua Manuel Alves de Oliveira, no Jardim Planalto. "Foram dois dias preso lá, a gente procurava, procurava, mas o mato é muito alto e não tinha como ver ele. Só quando começou a chorar meu marido se embrenhou e conseguiu livrar o bichinho. Moradora do bairro há 17 anos, Juvelina afirma que já se acomodou com o terreno em frente a sua casa – tomado pelo mato. "Antigamente roçavam. É bom quando tá tudo limpinho, mas procuro fazer minha parte. Cuido do portão pra dentro."
O construtor civil José Esmério carvalho, 62 anos, vive há 16 anos numa casa da mesma rua. "Tá um relaxo. Já foi feito reclamação. É uma área muito extensa, fora os terrenos entre uma e outra casa que nos deixam inseguros, tanto por conta de animais peçonhentos como pela abertura à bandidagem e descarte de lixo", reclama. "Até cobra coral já foi encontrada", complementa. De acordo com os moradores, autoridades responsáveis já foram procuradas na tentativa de manter o bairro limpo e seguro. "Em época de carrapato, você vê de longe os montes de carrapato do tipo estrela. É terrível.


Falta de manutenção prejudica vizinhos de terrenos abandonados


A atendente de telemarketing Franciele Dominique da Silva, 22 anos, mora há quatro anos no bairro e é vizinha a um terreno com mato que ultrapassa a altura da casa onde vive. "Aqui em casa são cinco crianças, eu já tive dengue e o ideal seria que os terrenos fossem limpos com a frequência necessária e os proprietários fossem responsáveis pela área adquirida", argumenta. (Walkiria Vieira/NOSSODIA)

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Fotos: Walkiria Vieira
Fotos: Walkiria Vieira
Agora é possível ver até uma bananeira no fundo do terreno

Mato cortado, alívio do lado
O morador mais prejudicado pelo matagal, o microempresário Jaime Casarim, 56 anos, respira aliviado. O mato era tanto que invadia seu terreno. "A última limpeza foi feita há mais de um ano e meio. E agora, depois que procuramos a imprensa, a CMTU se mobilizou e fez o serviço. Durante a roçagem quebraram um vidro da minha casa, mas já tiraram foto e a terceirizada disse que arcará com o prejuízo." De acordo com o morador, foram 40 minutos para que a limpeza fosse concluída. "Eles estavam com umas quatro máquinas. Agora a casa ficou até mais clara porque o mato estava passando do nosso muro. É aranha das grandes, caramujo africano, muito transtorno", enumera.
De acordo com informações da assessoria de imprensa da CMTU, o proprietário do terreno receberá multa e terá que arcar com a limpeza realizada no fim de semana. "Estivemos lá e vimos que a situação era urgente. A cobrança pela limpeza será feita com base na metragem do terreno", esclareceu a assessoria. (W.V.)


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