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NO JARDIM CALIFÓRNIA - Falta sinalização e sobra sujeira

25 fev 2016 às 08:47


No outro lado da esquina, entre as ruas León Denis, Allan Kardec e Pedro Abelardo, fica a Paróquia Santa Rita de Cássia. Principalmente nos finais de semana, centenas de católicos passam por este ponto do Jardim Califórnia, região leste de Londrina. Nos dias ensolarados, frequentar o templo cristão é uma tarefa tranquila, sem contratempos. Diferente dos dias chuvosos, quando a água se acumula sobre algumas vias do bairro e prejudica a chegada dos fiéis.
Segundo o pedreiro Elias Magalhães, morador da rua León Denis, dependendo da quantidade de chuva que cai na região, a água acaba dentro dos quintais. "Isso acontece por causa dos bueiros entupidos", diz o morador. Para não ser chamado de mentiroso, ele chamou a reportagem e, próximo ao meio fio da via, enfiou a mão na sujeira acumulada e passou a cavucar no lugar. Após seis ou sete "mãozadas", a "boca de lobo" começou a aparecer. "Não falei que existia um bueiro aqui?", dispara ele. "Tinha, mas desapareceu por causa da sujeira. A água não tem como ir embora e vai para dentro das casas", explica Magalhães, que mora com a família em frente ao bueiro.
Aproveitando a visita do NOSSODIA, o pedreiro também destaca a falta de sinalização horizontal em algumas esquinas do Jardim Califórnia. Mesmo sendo um bairro com o tráfego "tranquilo" de veículos, o morador acredita que a falta de orientação no asfalto pode resultar em acidentes. "Eu mesmo já vi um acidente nesta esquina. Só não acontecem mais batidas porque os motoristas passam devagar. Mas nunca se sabe, né. Qualquer dia um apressadinho acaba fazendo uma ‘cacá’, já que o condutor não tem uma referência. Não sabe se tem de parar, se tem de continuar e nem se rua é ou não de mão única", alerta Magalhães.


O cavalo Malhadinho tá todo inteiro e bonitão. Do banco e da praça já não dá para dizer o mesmo


‘A praça nem parece que é nossa’
A praça Giácomo Ferro também é motivo de reclamação por parte dos moradores no Jardim Califórnia. Na última semana, por exemplo, o mato estava tão alto no local que o único que se deu bem foi o cavalo "Malhadinho", que encheu a barriga com a vegetação abundante.
Infelizmente, até mesmo os exercícios nos aparelhos de ginástica ao ar livre, instalados na praça, estão prejudicados. Segundo os frequentadores, por causa da vegetação, a quantidade de mosquitos é muito grande no fim da tarde. Além disso, os bancos também estão quebrados e as lixeiras não são limpas. "A praça nem parece que é nossa. As pessoas chegam do trabalho e são obrigadas a aproveitá-la no meio do mato. Não podem aproveitar nem os banquinhos, que estão em pedaços", lamenta o aposentado José Afonso da Silva.
Cansados de esperar a providência por parte da administração pública, os próprios moradores bancaram a limpeza. "Os moradores acabam se juntando e pagando um jardineiro para cuidar da praça. Não dá pra ficar esperando a Prefeitura, que já tem muitos problemas para cuidar", avalia o aposentado Divair Barão. (P.M.)

Bueiro, pintura e roçagem
Sobre as "bocas de lobo" entupidas do Califórnia, Ney Paulo, do gabinete do secretário municipal de Obras, informou que iria colocar a solicitação na relação de serviços, para que um dos dois caminhões (limpa-bueiro) responsáveis pelo desentupimento, que estiver mais próximo do bairro, realize o trabalho. O objetivo é que o desentupimento seja realizado dentro do prazo de uma semana.
Já sobre a pintura da sinalização horizontal nas vias, a assessoria de comunicação da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina afirmou que será realizada na próxima semana. Já a capina, roçagem e limpeza da praça Giácomo Ferro, a CMTU salientou que, de acordo com o cronograma, ocorrerão na primeira quinzena de março. A assessoria ressaltou que os trabalhos dependerão das condições climáticas das próximas semanas. (P.M.)


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