Sabe aquela história de que uma coisa puxa outra? Na rua Amianto, Jardim Ideal, o caso é mais ou menos assim. Um morador passou a varrer a rua, a limpeza foi contagiante e não parou por aí. A via, antes sem o meio fim, hoje possui até calçadas ecológicas e faixas de pedestres. A área verde, que era destino de todo tipo de lixo, dá lugar a uma horta comunitária. NOSSODIA esteve na Amianto e traz um pouco da experiência de quem fez da mudança, uma realidade bem melhor.
Diz-se que a iniciativa é a ação daquele que é o primeiro a propor ou realizar algo, a empreender e a tomar decisões por conta própria por disposição natural e ânimo pronto. Sem se ligar à teoria, José Pereira de Souza, 73 anos, o Corisco, por iniciativa, transformou o lugar onde vive com seus vizinhos. "Ele é 10, agora aqui é um paraíso", afirmam os vizinhos Rubem Pereira Santos, 64 anos e a esposa, Geni de Oliveira Santos, 56 anos. "Ele gosta de trabalhar. Limpa a rua todo dia, cata lixo e tudo quanto é coisa que não deve estar no caminho", sustentam. "E olha de quem oferecer remuneração pra ele. Não aceita. Daí, no fim do ano, nos reunimos e o presenteamos com uma cesta sortida, no capricho".
Para os vizinhos de Corisco, a Prefeitura, sozinha, não dá conta de tudo na cidade. "Então a população tem que fazer o algo mais. Arregaçamos as mangas e hoje somos 20 cuidando da horta, da limpeza da rua e tudo foi feito aos poucos. Para se ter uma ideia, o terreno onde é a horta, era cheio de entulho e fomos tirando pedrinha por pedrinha", recordam. Ao percorrer área de hortaliças, lá estão os nomes de cada um nos canteiros.
Diz-se que a iniciativa é a ação daquele que é o primeiro a propor ou realizar algo, a empreender e a tomar decisões por conta própria por disposição natural e ânimo pronto. Sem se ligar à teoria, José Pereira de Souza, 73 anos, o Corisco, por iniciativa, transformou o lugar onde vive com seus vizinhos. "Ele é 10, agora aqui é um paraíso", afirmam os vizinhos Rubem Pereira Santos, 64 anos e a esposa, Geni de Oliveira Santos, 56 anos. "Ele gosta de trabalhar. Limpa a rua todo dia, cata lixo e tudo quanto é coisa que não deve estar no caminho", sustentam. "E olha de quem oferecer remuneração pra ele. Não aceita. Daí, no fim do ano, nos reunimos e o presenteamos com uma cesta sortida, no capricho".
Para os vizinhos de Corisco, a Prefeitura, sozinha, não dá conta de tudo na cidade. "Então a população tem que fazer o algo mais. Arregaçamos as mangas e hoje somos 20 cuidando da horta, da limpeza da rua e tudo foi feito aos poucos. Para se ter uma ideia, o terreno onde é a horta, era cheio de entulho e fomos tirando pedrinha por pedrinha", recordam. Ao percorrer área de hortaliças, lá estão os nomes de cada um nos canteiros.
Walkiria Vieira

"Até nossa saúde melhorou"
Fabio Alcover

Ele não tem preguiça e deixa a rua Amianto um brinco
Corisco, o precursor das boas ações
Com a palavra, o benfeitor: "Eu vivo nessa rua há mais de 40 anos e comecei a colocar as coisa em ordem porque sempre tive vontade de morar em um lugar limpo, organizado. Devagarinho fui contagiando as pessoas e até a CMTU veio ver tudo o que fizemos e fez uma faixa de pedestre para dar mais segurança às crianças da creche", diz. Sem contar vantagem por fazer a diferença na rotina de onde vive, Corisco diz que idade não lhe pesa. "Eu me sinto feliz, como se tivesse 20, 30 anos de idade." Depois que se levanta para preparar o café da manhã dos filhos de 12 e 14 anos, o aposentado pega suas ferramentas, vassoura e pá, e segue o rastro da sujeira. "Fui garçom por mais de 30 anos e fico feliz que os vizinhos são unidos, me ajudam com material reciclável para a manutenção das calçadas." Do ponto de vista de Corisco, a cidade toda poderia estar melhor. "Falta consciência e respeito por parte de moradores que jogam lixo em qualquer lugar, por exemplo." Além do lado ordeiro que dá ao morador o título de grande camarada, Corisco tem seu lado artístico e já gravou até um disco. "Toco teclado e acordeon", diz o baiano de Afrânio Peixoto e que valoriza sua tradições. "Meu vinil foi feito pela gravadora Chantecler, época que eu, Corisco, fazia dupla com Lampião. Longe dos holofotes, Corisco ganha fama entre moradores. (W.V.)
Com a palavra, o benfeitor: "Eu vivo nessa rua há mais de 40 anos e comecei a colocar as coisa em ordem porque sempre tive vontade de morar em um lugar limpo, organizado. Devagarinho fui contagiando as pessoas e até a CMTU veio ver tudo o que fizemos e fez uma faixa de pedestre para dar mais segurança às crianças da creche", diz. Sem contar vantagem por fazer a diferença na rotina de onde vive, Corisco diz que idade não lhe pesa. "Eu me sinto feliz, como se tivesse 20, 30 anos de idade." Depois que se levanta para preparar o café da manhã dos filhos de 12 e 14 anos, o aposentado pega suas ferramentas, vassoura e pá, e segue o rastro da sujeira. "Fui garçom por mais de 30 anos e fico feliz que os vizinhos são unidos, me ajudam com material reciclável para a manutenção das calçadas." Do ponto de vista de Corisco, a cidade toda poderia estar melhor. "Falta consciência e respeito por parte de moradores que jogam lixo em qualquer lugar, por exemplo." Além do lado ordeiro que dá ao morador o título de grande camarada, Corisco tem seu lado artístico e já gravou até um disco. "Toco teclado e acordeon", diz o baiano de Afrânio Peixoto e que valoriza sua tradições. "Meu vinil foi feito pela gravadora Chantecler, época que eu, Corisco, fazia dupla com Lampião. Longe dos holofotes, Corisco ganha fama entre moradores. (W.V.)