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No balanço do busão - Passageiro sofre no transporte público

Paulo Monteiro
NOSSODIA
02 abr 2015 às 08:44

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Gustavo Carneiro
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Ainda está escuro e frio quando a zeladora Zilda Maria Jesus Soares, 64 anos, chega ao ponto de ônibus do Conjunto União da Vitória, extremo Sul de Londrina. Às 6h30, de segunda a sexta, ela toma o coletivo da linha 210 (União da Vitória) em direção ao Centro, onde presta serviço em uma farmácia. "Entro antes das 8h. Mas saio de casa adiantada pra conseguir ir sentada no ônibus e não chegar cansada lá. O ônibus, que já está lotado nesta hora, leva de 40 minutos a 1 hora até o terminal central", conta.
Na segunda-feira, a reportagem do NOSSODIA embarcou em coletivos de Londrina para conferir a realidade de estudantes, aposentados e trabalhadores. Após nove horas de trabalho, dona Zilda encerra seu expediente. Já desgastada fisicamente, desta vez, terá que retornar para sua casa em pé dentro do ônibus. "É sempre assim na hora de vir embora. Dificilmente vou sentada. Acho que tinham que colocar mais ônibus na linha para que pudéssemos sentar. Pelo menos no início da manhã e no final da tarde, quando têm mais passageiros", comenta.
Mas a zeladora não é a única idosa a viajar em pé. Na mesma linha, o aposentado Bento Freitas Rocha, 79 anos, também não conseguiu voltar sentado, apesar de carregar na pele as marcas de tantas décadas. Mesmo assim, ele agarrou firme e suportou bem a agitação do coletivo, chegando sem nenhum arraião ao seu destino na Zona Sul. "Eu não ligo de voltar em pé. Nesse horário não tem jeito. É difícil ter bancos vazios", revela o aposentado.
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