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No balanço do busão - Igual sardinha na lata

02 abr 2015 às 08:48

O caminho do conhecimento é árduo, principalmente para os estudantes que têm de enfrentar ônibus lotados e gastar quase 40 minutos para chegar à universidade. O coletivo da linha 213 (Shopping Catuaí) vai quase que todo dia lotado de estudantes para a região Sul de Londrina. Por volta das 19 horas, na última segunda-feira, a reportagem embarcou, dividiu o espaço e escutou os acadêmicos.
Entre eles Jorge Barros, 25 anos. O jovem estuda em Londrina há dois. Período que sempre usou o transporte coletivo. "Nesses anos, nunca fui sentado no ônibus até a faculdade. Isso é quase impossível. Eu não sei em outros horários, mas neste, às 19 horas, é sempre lotado", explica Barros. "Acho que deveriam aumentar a quantidade de ônibus para atender a grande quantidade de estudantes pelo menos em horários de aula", avalia ele.
O que dizer então da situação da estudante Débora Pietro, 19 anos, que passa quase quatro horas do seu dia dentro de ônibus (metropolitano e urbano). Moradora de Bela Vista do Paraíso, região Metropolitana, trabalha e cursa pedagogia em Londrina. "Saio de casa por volta das 7h30 e demoro uma hora até Londrina. Só volto para casa depois das 23h40", conta ela. "Durante o dia eu dou aula em uma escola e durante a noite eu faço minha faculdade. Período em que enfrento o ônibus mais cheio. Gastamos em média 40 minutos do Centro até a faculdade (na Zona Sul). Às vezes, o ônibus está tão cheio que a gente não tem onde segurar", conta a Débora. Situação vivida também pela sua amiga e vizinha Taís Apolinário, que cursa direito em Londrina.

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