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Netinho - A ressurreição de um maestro

02 mai 2016 às 10:41


No meio da semana que passou, Paulo Henrique Ganso arrebentou. Conduziu o São Paulo na goleada contra o mexicano Toluca, pela Libertadores, e reacendeu as esperanças, não só de tricolores, mas da torcida brasileira, que sonha em vê-lo com a camisa 10 da seleção nacional. E no último sábado, foi a vez de outro maestro, mais modesto, encher de esperanças um torcedor que anda carente, à espera de um digno meia clássico, aquele que bota a bola debaixo do braço e faz o time jogar: Netinho, do Londrina.
Libertadores é Libertadores, Ganso é Ganso, e Netinho é Netinho. Mas valeu o ingresso de quem foi ao estádio VGD no último sábado ver o Londrina. O camisa 10 desfilou em campo na vitória por 3 a 2 do Tubarão sobre o PSTC. Mostrou classe e inteligência, típicos de um maestro. Correu, driblou, chamou jogo, deu passe de calcanhar, chutou a gol, fez tudo o que se espera de um legítimo camisa 10. Sobrou aos marcadores pará-lo com faltas, que não foram poucas. Atuação que o fez sair de campo sob fortes aplausos, quando foi substituído, exausto, na reta final da partida.
Com a mesma facilidade que mostrou em campo com a bola, disse, mais tarde, aos jornalistas, que vive sua melhor fase com a camisa do Tubarão e que está pronto para ser o 10 que LEC quer para a Série B. "De todas as partidas que fiz no Londrina, acho que essa foi que me senti melhor em campo, pude ajudar de alguma forma, tentar armar as jogadas, que é o que o (Claudio) Tencati cobra. Fisicamente, tive três semanas para trabalhar, então isso também me deu respaldo para fazer uma boa partida. A sequência vai fazer com que eu possa melhorar cada dia mais", afirmou o jogador, que chegou ao LEC em setembro de 2015.

Dois tempos distintos
Netinho à parte, o jogo não foi daqueles de empolgar. Valeu mesmo pelo resultado, um 3 a 2 que dá ao LEC a vantagem do empate no jogo da volta, no próximo sábado, e pelo resgate do camisa 10 alviceleste. O primeiro tempo foi péssimo. Muitos erros de passes, faltas duras e pouca inspiração de ambos os lados. Mas pelo menos teve gols. Diogo Roque, logo aos seis minutos, aproveitando uma bobeira da zaga do PSTC, e Lucão, aos 22, se valendo do mesmo expediente para igualar para os visitantes.
Já a segunda etapa foi melhor. Teve também Wellisson. A cria da base alviceleste marcou nos primeiros segundos e aos 9 minutos. Parecia que estava decidido. Mas a defesa do Londrina voltou a falhar aos 27 minutos e Índio diminuiu. O PSTC se empolgou, ensaiou uma pressão no final, mas não o suficiente para chegar à igualdade.
Um empate no jogo da volta garante ao Londrina o terceiro título do interior em quatro anos. Ao PSTC, que sonha com o caneco para consagrar a boa campanha, restou tentar vencer por dois gols de diferença. Vitória magra do time de Cornélio Procópio leva a decisão para os pênaltis.
Para o jogo da volta, o treinador não poderá contar com o volante Diogo Roque e o meia Rafael Gava, suspensos pelo terceiro cartão amarelo. Em contrapartida, ele terá de volta o zagueiro Luizão, o meia Zé Rafael e os atacantes Keirrison e Paulinho Moccellin, que não entraram em campo no VGD. (R.S.)

VANTAGEM
A vitória por 3 a 2 no primeiro jogo contra o PSTC dá ao LEC a vantagem do empate na segunda partida da Final do Interior do Campeonato Paranaense, marcada para o próximo sábado, em Cornélio Procópio. O treinador frisou que a decisão está aberta e cobrou atenção de seus comandados. "Se tivesse feito 3 a 0 aqui (em Londrina), estaria em aberto o confronto. Futebol a gente cria uma vantagem, mas não pode se apoiar nela, temos que trabalhar e treinar, e se as consequências da partida e a vantagem que temos nos favorecerem, ótimo", observou Tencati.
Mesmo com o péssimo primeiro tempo e as falhas na defesa, Tencati aprovou a atuação da equipe. "Ótimo, porque fizemos o resultado, mas claro que a gente queria mais, até por conta dos erros nos gols sofridos, isso é o que frustra a gente, além da quantidade de gols perdidos. Mas é possível ver características de evolução individual e coletivamente. Dá pra perceber volume de jogo, posse de bola, jogada pelos dois lados, envolvimento dos atacantes. Fico contente", analisou o comandante. (R.S.)


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