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Nem na hora do apuro - Se der um piriri no centro, ferrou

Walkiria Vieira
NOSSODIA
15 jun 2015 às 09:20

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Fotos: Ricardo Chicarelli
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Não é de hoje que o banheiro público de Londrina, localizado na praça Marechal Floriano Peixoto, no Centro, é alvo do descontentamento de quem precisa usá-lo. Torneiras que não funcionam, portas quebradas e a falta de itens básicos de higiene como papel higiênico, papel toalha e sabonete estão na lista de quem reclama. Moradora de Florestópolis, Isabel Rodrigues Alves, 59 anos, é prevenida. Traz na bolsa o papel higiênico porque já conhece a realidade do reservado. Longe de casa desde às cinco da matina, não é à toa que a senhora procura pelo banheiro público. "Hoje eu vim para fazer exames médicos, vou embora às cinco da tarde, mas a gente tá sempre em Londrina por causa de advogado, médico e para fazer compras. Pra gente, tudo é em Londrina e um banheiro nesse estado podia ser melhor, mais digno, até porque a gente paga tanto imposto. Mas eu trago papel higiênico de casa, na bolsa, pra me garantir", explica. Ao lado da tia, a estudante Gabrielly Carolina Castro, 15 anos, segue para o banheiro em uma tarde de passeio no centro da cidade. "Tá um lixo e a gente tem que se virar. Na maioria das vezes, vamos ao do shopping", diz. "Hoje não teve jeito porque a gente já tava aqui. Pelo menos o espelho ainda tá inteiro", diz Monica da Silva, 28 anos, tia de Gabrielly. Do ponto de vista do sorveteiro José Roberto da Silva, 66 anos, falta de tudo. "Falta manutenção, material de limpeza e poucos vasos estão funcionando de verdade. Tem até torneira amarrada e quando o banheiro fecha, às 16 horas, o pessoal também não perdoa e faz na porta, do lado de fora. Muitas vezes por causa do apuro mesmo", daí sobra o pior pra quem trabalha aqui". O sorveteiro ainda dá algumas dicas para a administração: Pelo que observo, só no dos homens, são mais de 100 por dia. O rolo de papel não dá nem pra três dias, porque é muita gente que usa porque precisa", observa. Um varredor de rua que preferiu não se identificar fala que a falta de produto é constante. O cheiro de urina chega a arder de longe o nariz. No lado dos homens, chega a fazer fila, sem contar que é constrangedora a falta de privacidade entre o banheiro masculino e feminino. A gente vê muita situação chata, as pessoas reclamam, mas eu não sou o prefeito, sou só um varredor e eles precisavam passar um dia aqui pra ver que é necessário e precisava ser mais bem cuidado.

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Resposta
Por meio da assessoria de imprensa, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) informou que vai enviar um fiscal para fazer a contagem do uso do banheiro e fazer um estudo do que pode ser melhorado na estrutura. Também vai verificar a possibilidade de instalar banheiros químicos no entorno nos dias de maior fluxo. (WV)

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